sábado, 30 de abril de 2016

Quem é você Alasca?, de John Green - Edição comemorativa de 10 anos - Editora Intrínseca

Quem é você Alasca?, do autor John Green, publicação da Editora Intrínsecaé uma história  que se passa em um colégio interno, onde Miles Halter ( Bujão) vai estudar. Ele sai de casa para encontrar o “Grande Talvez”,  as ultimas palavras de François Rebelais. É  Miles quem conta a historia, de forma muito inteligente, cheio de metáforas fascinantes. Logo Miles conhece seu colega de quarto, Chip Martin , cujo apelido é  “Coronel”, um cara baixinho e musculoso que odeia  “ter que tomar cuidado”., e Alasca Yong, uma garota intrigante com olhos verdes e lindas curvas, impulsiva e fascinante, é a garota por quem Miles se apaixona à primeira vista. Há, ainda, Takumi, o malicioso e engraçado Rapper nipo-americano e a romena Lara, que não consegue pronunciar a letra “i”. 

Todos aparecem o tempo todo na historia, estão sempre envolvidos na trama, têm um interesse incomum por bebidas, cigarros e trotes, ou seja, todas as coisas que são sedutoras e proibidas em uma escola, mas que ajudam a trama do romance a evoluir. A historia é dividida em duas metades: a primeira é uma crônica  dos cento e trinta e seis dias “antes”, e a segunda, dos cento e trinta e seis dias “depois”.  Antes e depois de que? É preciso ler para descobrir! Em meio à trama, acontece algo inesperado, um suspense toma conta do  enredo e agora é impossível não terminar de ler....

Quem é você Alasca?  é um livro é divertido, (não consegui parar de ler) com seus trotes épicos, com o tempo passado na Toca do Fumo e com seus  jogos de basquete. Miles e suas relações afetivas também é algo que diverte bastante. Há algumas metáforas e reflexões na obra, e também  momentos tristes. Nesta edição, há cenas que não havia no manuscrito original, além de detalhes do processo de edição do romance,  uma apresentação de John Green e respostas do autor a perguntas dos Fãs. Foi uma leitura muito gratificante e divertida, por isso recomendo o livro sem pensar duas vezes.


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terça-feira, 26 de abril de 2016

Dicas de poesia infantil: pensando nos leitores do futuro


Dificilmente encontraremos alguém que negue os benefícios da leitura na formação de uma criança, afinal, é  de senso comum afirmar que  a criança que lê se tornará um adulto que pensa. No entanto, nós adultos, convictos dos benefícios da leitura, não costumamos parar para pensar sobre o que devemos fazer para despertar nos pequenos o gosto de ler. A minha aposta? Um colo amoroso para ouvir histórias e muita poesia. Por quê? Bem, creio que só podemos atestar sobre algo que conhecemos. Foi assim que me tornei leitora! As primeiras lembranças que tenho quando penso em meus contatos iniciais com esse universo são meu pai me contando histórias e um livro de poemas, cujo nome não me recordo, que ganhei de presente de uma professora no quarto ano das séries iniciais. Era uma coletânea com poemas de autores diversos, mas lembro-me até hoje do meu preferido: A Estrela, de Manuel Bandeira. 

Vi uma estrela tão alta, 
Vi uma estrela tão fria! 
Vi uma estrela luzindo 
Na minha vida vazia. 

Era uma estrela tão alta! 
Era uma estrela tão fria! 
Era uma estrela sozinha 
Luzindo no fim do dia. 

Por que da sua distância 
Para a minha companhia 
Não baixava aquela estrela? 
Por que tão alto luzia? 

E ouvi-a na sombra funda 
Responder que assim fazia 
Para dar uma esperança 
Mais triste ao fim do  meu dia.

Desde então, a poesia tem feito parte de minha vida. Hoje tenho meus poetas e poetisas preferidos, mas nunca me esqueci do poema de Bandeira, o primeiro que tocou meu coração. Por isso, acredito que os adultos que pretendem despertar o prazer da leitura em seus pequenos, devam olhar com olhos mais atentos para os livros de poesia infantil. Há belíssimos livros desse gênero no mercado. Abaixo, sugiro três que estão entre os meus preferidos. Acreditem, a escolha não foi fácil, pois temos verdadeiras pérolas publicadas, prontas para serem degustadas pelos nosso leitores do futuro.

Um elefante no nariz, de Sérgio Capparelli: Com uma linguagem contemporânea e refletindo os conflitos e o cotidiano da cidade grande, Capparelli estabeleceu um diálogo com as novas gerações, combinando lirismo e irreverência, num estilo elogiado generalizados da crítica especializada. Recebeu o prêmio 'Odylo Costa, Filho - Melhor Livro de Poesia - Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil' com o livro '33 Ciberpoemas e uma fábula virtual'. ' Um elefante no Nariz' é um livro de poemas com desenhos de Alcy cheios de humor para o jovem leitor. O livro procura captar os anseios e a alma desta geração 'cibernética'.


Abre a boca e fecha os olhos, de Ricardo Azevedo: A dor de dente começa devagarzinho, vai aumentando e logo deixa a mais dócil das pessoas tremendamente emburrada. Todo mundo já passou por isso e sabe como é ruim, mas Ricardo Azevedo transforma esse e outros temas inusitados em deliciosas poesias e adivinhações. Abre a boca e fecha os olhos fala com bom humor sobre os dentes, a língua, as aftas e outros assuntos geralmente destinados à cadeira do dentista. As ilustrações de Graça Lima acompanham a brincadeira.


O bicho alfabeto, de Paulo Leminski: O bicho alfabeto tem vinte e três patas, ou quase. Por onde ele passa, nascem palavras e frases. Só que quando ele encontra o Paulo Leminski, das palavras nascem versos e poemas, que falam sobre o mar, o vento, a chuva, uma estrela, uma pedra, um cachorro, um sapo, uma formiga. Coisas que todo mundo conhece do dia a dia, mas que podem se transformar em outras quando entram na poesia do Leminski. Selecionados a partir do livro Toda poesia e com ilustrações de Ziraldo, os vinte e seis poemas de O bicho alfabeto convidam o pequeno leitor a um passeio surpreendente pela natureza, pelo humor e pela linguagem. E quem decidir se aventurar por essas páginas nunca mais vai ver o mundo do mesmo jeito.



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segunda-feira, 25 de abril de 2016

O Regresso, de Michael Punke - Editora Intrínseca

O Regresso, de Michael Punke, é o livro que deu origem ao filme homônimo que rendeu o Oscar de melhor ator a Leonardo DiCaprio. A narrativa, publicada pela Editora Intrínseca, é ambientada no século XIX e conta a história de Hugh Glass, que integra a equipe de caçadores da Companhia de Peles Montanhas Rochosas, liderada por Andrew Henry. Os caçadores aventuram-se por uma região selvagem e, portanto, completamente hostil, correndo o risco de serem atacados por índios canibais ou animais ferozes. Durante uma dessas expedições, Glass, que era considerado por Henry um dos mais experientes caçadores, é atacado brutalmente por uma ursa, ficando entre a vida e a morte. Não é muito difícil imaginar o estado em que o animal deixa o pobre homem. A garganta em frangalhos, o corpo todo rasgado pelas presas da ursa, o couro cabeludo arrancado e posto de volta pelos companheiros, enfim, Glass era um homem praticamente morto que, teimosamente, insistia em continuar respirando.

Os caçadores tentam carregar Glass, mas o fato é que isso os atrasa imensamente. Então, Andrew Henry toma uma difícil decisão: ele seguirá com seus homens enquanto Glass ficará sob os cuidados de dois de seus caçadores, John Fitzgerald e Jim Bridger, até o desfecho final, que todos imaginam, será a morte do enfermo. No entanto, Glass insiste em continuar vivo, embora inconsciente. Bridger recorda-se de algumas receitas medicinais de sua mãe e prepara emplastros que aplica sobre as feridas de Glass, mas Fitzgerald não tem a mesma paciência, chegando a desejar a morte do caçador ferido. Ao avistar alguns índios, Fitzgerald imagina que serão atacados e convence Bridger a abandonarem Glass. Então, os dois roubam os pertences, inclusive as armas, do pobre homem indefeso e vão embora, deixando-o entregue a própria sorte. 

Contrariando todas as expectativas, Glass começa, aos poucos, a recuperar-se. Mas o ambiente continua o mesmo, com os mesmos índios, com os mesmos animais, com os mesmos perigos.  Agora ainda há um agravante, pois o inverno se aproxima e, em breve, tudo estará coberto de neve. Glass recupera-se aos poucos, passa por situações inacreditáveis para sobreviver, enfrentando índios, lobos e, sobretudo, o frio e a fome. Um único pensamento o acompanha: vingar-se dos homens que o abandonaram sem condições de defesa. E Glass segue em sua jornada épica em busca de vingança. 

Punke consegue, com sua narrativa, envolver o leitor. Eu tinha dificuldade em largar o livro, sobretudo nas passagens que narravam as lutas de Glass para sobreviver. Ao final, o autor explica o que há de verdadeiro e o que há de ficcional na obra. A história aconteceu, de fato, Glass foi mesmo atacado pela ursa e abandonado por seus companheiros. Henry, Fitzgerald, Bridger foram todos personagens reais, e o autor dá algumas indicações de livros para quem pretende conhecer um pouco mais sobre a história desse período nos Estados Unidos. Sinceramente, fiquei fascinada pela história (em alguns momentos chocada), sobretudo pelo embasamento histórico que ela possui. O Regresso, de Michael Punke, foi uma leitura muito gratificante, valeu cada página. Recomendo!


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sábado, 23 de abril de 2016

Eu te amo mais e outros contos, de Vanessa Sueroz

Não posso me queixar do mês de abril, afinal, eu que nunca havia ganhado livros em sorteios, ganhei dois. Fiquei tão autoconfiante que comecei a participar de outros sorteios. hahaha Um dos livros que ganhei foi O Universo numa casca de noz, falo sobre isso AQUI. O outro foi Eu te amo mais e outros contos, da autora parceira Vanessa Sueroz, e é sobre ele que falo hoje. O livro é composto por cinco contos, Eu te amo mais, cuja resenha pode ser encontrada AQUI, Três botões, que também possui resenha AQUI, O cão covarde, Menina mulher e Café com canela

A leitura de Eu te amo mais e outros contos é bastante leve, com uma ótima vibe, excelente para quem não está à procura textos com grande densidade emocional e personagens psicologicamente complexos. Os textos possuem uma aura extremamente juvenil, que transmite aos seus leitores uma agradável sensação de que o futuro pode ser cor-de-rosa. Recomendo o livro para aqueles que buscam uma leitura de entretenimento, para esquecer um pouco os problemas do cotidiano.

O livro veio autografado, uma delicadeza da autora. 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

As melhores histórias da mitologia nórdica, de A. S. Franchini e Carmen Seganfredo - Editora Artes e Ofícios

Para a maioria de nós, o conhecimento que temos sobre mitologia nórdica vem de filmes, quadrinhos e dos livros de Tolkien, que originaram a saga cinematográfica Senhor dos anéis. Mais recentemente, surgiu a série televisiva Viking, que também nos menciona um pouco sobre os deuses dessa mitologia. Obviamente, há muitos elementos na mitologia nórdica que podemos relacionar com a grega e com a latina, afinal, há algo que sempre se repete nas diferentes mitologias, tornando-as parecidas em vários aspectos, desde os deuses e suas personalidades, até as histórias propriamente ditas.

As melhores histórias da mitologia nórdica, obra escrita por A. S. Franchini e Carmen Seganfredo,  publicada pela Editora Artes e Ofícios, nos traz uma visão de como são essas histórias em sua origem. Essa mitologia teve início com os povos pré-cristãos que viviam na região onde hoje se localizam a Noruega, a Suécia, a Dinamarca e a Islândia. Com a expansão dos Vikings, a devoção a esses deuses chegou à Alemanha, que foi, e é até hoje, grande divulgadora desses mitos. O livro divide-se em duas partes, a primeira apresenta-nos contos mitológicos e a segunda traz a versão romanceada da ópera O anel dos nibelungos, de Richard Wagner (obra que inspirou Tolkien em O senhor dos anéis). 

Na primeira parte do livro encontraremos as regiões denominadas de Asgard e Midgard. A primeira é a morada dos deuses, e a segunda, é a terra média, lugar onde vivem todos os demais seres vivos, como os humanos, os duendes e os elfos. Assim como nas mitologias grega e romana temos Zeus e Júpiter, respectivamente, desempenhando o papel de senhor de todos os deuses, na mitologia nórdica temos Odin ocupando essa posição. Além de Odin, temos Thor, deus da força; Freya, deusa do amor; Fricka, esposa de Odin e, claro, deusa do matrimônio e Loki, deus das trapaças. Os deuses nórdicos são tão feitos à imagem e semelhança dos homens quanto os gregos, e estão tão sujeitos aos vícios e às virtudes humanas quanto os gregos. São movidos à ira, à inveja, à ambição e à vaidade, e não medem esforços quando querem satisfazer algum desejo. 

Na segunda parte da obra, aquela em que encontramos a versão romanceada de O anel dos nibelungos, conhecemos o anão Alberich, que ao espiar as ninfas que protegiam o rio Reno, descobre que há ouro em abundância no fundo das águas. O anão soube, por intermédio das ninfas, que se nunca se apaixonasse e fizesse um anel com aquele ouro, seria o senhor do universo. Alberich não hesitou e fez o anel, que acabou passando por diversas mãos, levando a cada um que o usou, uma certa maldição.

A minha avaliação do livro é extremamente positiva, embora os nomes de difícil pronúncia para os falantes de língua portuguesa atrapalhem um pouco (só um pouco, juro). A leitura é muito agradável e, de tão gostosa, quando se vê, já acabou. Recomendo a leitura da obra As melhores histórias da mitologia nórdica sem nenhuma restrição. 

terça-feira, 19 de abril de 2016

Mulheres que não sabem chorar, de Lilian Farias - Giz Editorial


Não me lembro da última vez que um livro me fez sentir tanta empatia por algumas personagens. Tampouco lembro-me da última vez em que chorei lendo uma boa história. Sim, eu sou do tipo que se envolve com personagens, que se emociona com suas tristezas. Mas Mulheres que não sabem chorar, de Lilian Farias,  Giz Editorial, surpreendeu-me com sua imensa carga emocional. Não esperava envolver-me tanto assim, não esperava chorar ao compartilhar, com essas personagens femininas, de suas dores, dissabores e desamores.

Abordando temas polêmicos, como homossexualidade feminina, violência contra a mulher e alcoolismo, a autora leva-nos a refletir sobre questões que estão presentes no nosso cotidiano e sobre as quais, na maioria das vezes, não paramos para pensar. O romance apresenta-nos quatro mulheres: Marisa, Olga, Ana e Verônica. Cada uma delas com sua história de vida, com suas dores e tragédias pessoais. Cada uma delas lutando para sobreviver em um mundo hostil, no qual a violência contra a mulher é vista como algo natural. 

Recebi o livro autografado. Gesto de delicadeza da autora, Lilian Farias.

A jovem Ana, em um dia de desespero, conhece Verônica, e encanta-se por aquela mulher tão bela e doce. Entretanto, a vida a tornou acostumada a fugir, e é isso que ela faz. Cada uma segue o seu caminho, Verônica com o seu casamento e Ana com os relacionamentos rápidos e a sua análise, que a ajuda a superar os traumas de uma infância repleta de abusos e violência. Enquanto Ana não conseguir resolver-se internamente, não conseguirá amar com a entrega que tal sentimento requer.

Olga e Marisa, após anos de atritos e hostilidades, em um momento de profunda solidão de ambas, a primeira porque perdeu a filha para um câncer, a outra porque acabara de despedir-se dos filhos, que foram para o exterior, descobrem-se e apaixonam-se. Olga, que sofria de alcoolismo, ao voltar para casa embriagada, é estuprada e brutalmente agredida até ficar desacordada. Marisa a socorre e cuida dela durante alguns dias, o que as aproxima. Marisa começa a observar o agressor de Olga e descobre que ele tem o hábito de violentar mulheres, algumas até a morte. Ao tramar uma vingança contra este homem, Marisa faz com que o destino dessas mulheres se cruze, encaminhando a narrativa para o seu desfecho, que para mim foi muito tocante.

Mulheres que não sabem chorar, de Lilian Farias, é um belíssimo romance que, escrito com a alma, toca profundamente a alma de quem o lê. É um texto sensível, que trata da sobrevivência de mulheres que se colocaram acima da própria dor. Trata do perdão, a si e aos outros. Não é à toa que o verbo ressignificar aparece algumas vezes durante o desenrolar da trama. Recomendo a leitura da obra a pessoas com a mente aberta, livres de preconceito. Mas recomendo, também, a pessoas que precisem fazer uma revisão de seus conceitos (e preconceitos), que precisem de uma bela oportunidade para olhar o mundo com novos olhos. Para encerrar, só posso dizer que Mulheres que não sabem chorar está, seguramente, entre os melhores livros que li nos últimos meses.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

50 contos de Machado de Assis - Editora Companhia das Letras

50 Contos de Machado de Assis
Autor: John Gledson (organizador)
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2007
Número de páginas: 487
Skoob

50 Contos de Machado de Assis, livro organizado por John Gledson e publicado pela Editora companhia das Letras, está entre os queridinhos da minha estante. A seleção dos textos é impecável, contém as melhores narrativas curtas do mestre Machadão. Eu adquiri o meu exemplar já há algum tempo, pois como professora de português e de literatura, vez ou outra, precisava trabalhar algum conto de Machado em sala de aula. Este livro revelou-se o melhor de todos para este fim justamente por conter os melhores contos do autor. Mas o que  é mais incrível, e um grande diferencial, é o mapa do Rio de Janeiro no início do século XX, para situar melhor o leitor quanto aos espaços mencionados nos contos.



É claro que já encontrei muita resistência em relação às obras de Machado de Assis, creio que por se tratar de uma leitura obrigatória. Acho isso lamentável! Penso que leitura, para ser boa e valer a pena, deve representar prazer para quem lê. E, convenhamos, prazer não combina com obrigação. Além disso, acredito que conseguimos apreciar melhor as sutilezas e ironias de Machado de Assis quando adquirimos um pouco mais de maturidade. Não, obrigatoriamente, maturidade cronológica, mas sobretudo, maturidade como leitor. Na verdade, o que observo é que, a maioria das pessoas que se deleitam lendo Machado, são aquelas que o descobriram depois de saírem da escola. 

O que sempre recomendo aos traumatizados por leituras obrigatórias, é que deixem passar um tempo e refaçam as leituras de uma forma mais relaxada, sem prazo para terminar, sem preocupação com notas, apenas para usufruir do prazer de ler um excelente texto.  E, obviamente, essa dica serve para qualquer leitura obrigatória, não só para Machado de Assis.

Os meus contos preferidos dentre os 50 que compõem o livro são: "Teoria do medalhão", "O espelho", "A igreja do diabo", "O enfermeiro", "A cartomante", "A causa secreta", "Uns braços", "O caso da vara", "Missa do galo" e "Pai contra mãe". Como os textos de Machado já caíram em domínio público, é possível baixá-los de forma legal pelo site Domínio Público. Todavia, eu garanto que vale a pena adquirir o livro 50 Contos de Machado de Assis, pois ele será uma pérola em sua estante.




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domingo, 17 de abril de 2016

Parceria Chiado Editora

É com muita alegria que anuncio aos leitores e amigos a parceria do blog Leituras Compartilhadas com a Chiado Editora. Com base em Lisboa, e com mais de mil títulos publicados anualmente, a editora possui uma filial no Brasil, na cidade de São Paulo. O seu alcance chega a vários países: Angola, Espanha, Alemanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Estados Unidos, Irlanda, Reino Unido e Itália. 

Aqueles que tiverem interesse em conhecer o catálogo da editora, basta clicar AQUI. E se quiser seguir a editora no Facebook, clique AQUI. Abaixo, deixo a sinopse de A comédia mundana, primeiro livro da editora que será resenhado pelo blog. A sinopse foi retirada do site da editora.

Sinopse

As três novelas de A Comédia Mundana começam da mesma maneira: alguém vai operar. As personagens de Biajoni, que são dignas do melhor Bukowski, operam em nós da mesma maneira que as personagens nos romances de Henry Miller (mas como se fossem escritos por um Chandler brasileiro): expondo-se, abertas, em carne viva, como a ferida humana, carregadas de momentos viscerais e hilariantes.
João Tordo, autor de "Biografia Involuntária dos Amantes".

...A Comédia Mundana é um susto no bom sentido. Intrigante, divertido, obsceno. Você tem que ler para depois poder dizer: há um antes e um depois deste livro.
Edson Athayde, autor de "Jonas Vai Morrer".

...A escrita de Biajoni tem o vigor de nossos impulsos mais inconfessáveis: o tesão vira estilo literário e o sexo um exercício provocador e muito divertido.
Juan Pablo Vilallobos, autor de "Festa no Covil".

sábado, 16 de abril de 2016

Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking - Editora Intrínseca


Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking - Editora Intrínseca
Uma breve história do tempo
Autor: Stephen Hawking
Editora Intrínseca
Ano: 2015
Número de páginas: 256

Uma breve história do tempo, autoria de Stephen Hawking e publicação da Editora Intrínseca, foi um livro que li há alguns anos e, depois de ler, emprestei a alguém. Como já era de se esperar, acabei perdendo o livro, pois ele nunca mais voltou para casa. A questão é que, além de ser muito chato perder um livro assim, desse, especificamente, eu nunca me esqueci, pois planejava fazer uma releitura que acabou não acontecendo. Esse é o tipo de livro que podemos levar, tranquilamente, para uma vida, já que, a cada leitura, entendemos um pouco mais. É uma obra que, embora escrita para ser lida e entendida por leigos, trata de assuntos sobre os quais, geralmente, não temos grandes conhecimentos, o que faz com que uma releitura seja algo muito produtivo.

Em novembro do ano passado, caminhava pela Feira do Livro de Porto Alegre com a minha listinha de livros para comprar na mão e deparei-me com esta edição maravilhosa do livro. Claro que não resisti! Comprei! Ao manusear o livro, descobri que esta edição está bem melhor que a outra por ter sido atualizada, por conter algumas informações que não havia na publicação de anos atrás. A única vantagem que vejo na edição mais antiga era o fato de ela possuir uma introdução escrita por Carl Sagan. De resto, a atual está bem mais completa.


Em Uma breve história do tempo, Hawking discorre sobre mistérios do universo sobre os quais pouco sabemos mas que, desde sempre despertam em nós inúmeras perguntas. Afinal, o universo teve um início? Terá um fim? O que vem a ser a quarta dimensão espaço-tempo? Seremos capazes de viajar no tempo algum dia? E as dúvidas mais recentes também são tratadas na obra. O que são buracos de minhoca? E buracos negros? O big bang, a teoria das cordas e as quatro forças fundamentais são conceitos explicados de forma fácil de serem compreendidos. O autor ainda nos traz conceitos de físicos e de filósofos como Aristóteles, Kant, Copérnico, Galileu, Newton, entre outros. O livro é muito acessível, pois como já mencionei, foi escrito para ser lido por leigos, no entanto será melhor compreendido se o leitor tiver uma certa maturidade e paciência, afinal, trata de conceitos com os quais não estamos acostumados a lidar. Para quem, como eu, tem o hábito de assistir a documentários sobre o tema, a leitura será mais fácil. Recomendo a obra a todos que queiram saber um pouco mais sobre a nossa origem e sobre a origem do universo do qual fazemos parte. 


Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking - Editora Intrínseca

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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Efeito Dominó: as primeiras peças do jogo, de Alana Gabriela


O livro Efeito Dominó: as primeiras peças do jogo, de Alana Gabriela conta a história de Cora, uma menina que perdeu a mãe baleada e precisa superar o estado depressivo em que vive desde então. A jovem não quer mais ir à escola nem ver os amigos, o único a quem ela ainda recebe e com quem desabafa as suas tristezas é Lucas, colega de escola e apaixonado por Cora. Desde a morte de Helena, sua mãe, a menina vive sozinha com o pai, Afonso. Cora fica muito zangada quando descobre que Afonso está tendo um romance com Suzane, sua vizinha e amiga de Helena.

Mas aos poucos, Cora começa a retomar a sua vida, volta a frequentar a escola e volta a conviver com os amigos. Porém, ainda sente-se incomodada com o fato de a polícia nunca ter descoberto quem disparou o tiro que matou a sua mãe. Certo dia, a menina passeava pela praia com Lucas, quando ambos foram covardemente atacados. O garoto foi esfaqueado e a menina levada pelo agressor. É então, por intermédio de seu raptor, que a jovem descobre que há algo mais sobre a morte de sua mãe. Helena não fora vítima de uma bala perdida ou algo do tipo. Sua morte é somente a ponta de um iceberg, e por trás disso tem muito mais. 

Então, o estranho agressor propõe à Cora um jogo do qual, se ela participar, descobrirá tudo sobre a morte de sua mãe. Mesmo contrariada com o ocorrido, a jovem não consegue ficar de fora do jogo, pois tal situação a atrai de uma forma irresistível, e ela começa a seguir pistas que o bandido que a raptou envia. Acaba descobrindo que seu nome é Benjamin e que ele está fazendo isso por vingança, mas de quem? Por quê? Que relação tem isso tudo com a morte de Helena? Quem a matou? São respostas que a menina precisa encontrar. Para isso, Cora mergulha cada vez mais nesse jogo perigoso, que pode lhe custar muito mais do que ela imagina. E nesse caminho sem volta, ela fará descobertas que a deixarão estarrecida. Nunca mais o seu mundo será o mesmo.

Efeito Dominó, de Alana Gabriela, foi um livro que li com bastante gosto, primeiro porque é sempre um prazer ver uma pessoa tão jovem já investindo tanto em uma carreira literária, segundo porque realmente consegui me envolver na trama. Alana tem uma escrita bastante dinâmica, e uma mente extremamente fértil, o que é, sem nenhum sombra de dúvida, uma ótima combinação. Recomendo o livro àqueles que curtem um mistério, uma trama policial a ser desvendada e, sobretudo, àqueles que gostam de uma boa ação. O difícil agora será aguardar pela continuação do livro.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Fogo Fátuo, livro de contos de Maurício Coelho - Editora Novo Romance

O livro de contos Fogo Fátuo, de Maurício Coelho, é composto de 26 narrativas curtas sobre temas variados. Com um texto leve e bem humorado, o autor nos mostra o seu lado mais crítico sobre aquilo que vê do mundo a sua volta. Quase todas as histórias passam-se em Belém, cidade natal do autor. Os personagens são os mais variados, desde pessoas de todas as idades e classes sociais, até animais que falam. Trarei um pouco sobre alguns dos contos, aqueles dos quais gostei muito, mas aproveito para dizer que os meus preferidos foram: Fogo fátuo, que dá nome ao livro, Amor virtual e amor real e O corvo

Em Fogo fátuo, Gilmar recebe a visita do amigo Ramiro. Em um passeio na beira do rio, Ramiro conta que, certo dia (ou noite, na verdade), tivera a visão de uma criatura toda de fogo sobre a água. Gilmar não acreditou, então Ramiro o desafiou a passarem a noite na beira do rio, esperando a tal criatura. Fizeram uma aposta, valendo uma cerveja. Será que eles verão o ser de fogo? Posso dizer que o conto é uma bem humorada surpresa para quem espera uma narrativa sobrenatural.

O conto seguinte é A gatinha que atravessava a rua, e narra sobre uma gatinha de três cores, preta, laranja e branca, que vivia atravessando a rua para lá e para cá, olhando para os dois lados ao atravessar. Mas essa não era a única habilidade da gata, pois ela era capaz de falar. Em O urubu, a garça e o peixe, três urubus reuniam-se na feira todos os dias para deliciarem-se com restos de peixe. No entanto, um deles estava um pouco cansado disso, e resolveu ir embora, alçando voo. Em sua aventura, conheceu uma garça e ficou encantado com a sua beleza. Com a graça, ele aprendeu a mergulhar para conseguir peixe. Dessa forma, o urubu acaba conhecendo um peixe que o faz refletir sobre a sua identidade e sobre a sua essência de urubu, ajudando-o a aceitar a sua natureza.

O velho rabugento traz a história de um idoso que vivia em uma casa toda gradeada, e passava o seu tempo a varrer as folhas que o vento teimava em trazer de volta, sempre reclamando, tentando encontrar um culpado para as folhas que cobriam o seu quintal. Até que uma determinada conversa o faz refletir sobre a responsabilidade que tem sobre o que acontece em sua vida. A osga e a senhora conta sobre uma idosa que queria acabar com certa osga que estava "hospedada" em sua casa, sem levar em conta o quão importante é cada criatura que compõe o ecossistema. Até que adormeceu e teve um sonho revelador, que a fez mudar a visão que tinha sobre a pobre osga. Em A sala dos professores, quando os mestres reuniam-se, o assunto era sempre o mesmo: aposentadoria e viagens. Naquele dia, o estagiário observava divertido os planos e os comentários dos mestres na sala dos professores.

No conto A suindara, o animal botou um único ovo, pois o ambiente não era propício para muitos filhotes. Após 32 dias, o ovo eclodiu e nasceu uma pequena suindara, que ao crescer tornou-se um grande leitor. Vocês não imaginam que livro o bichinho está lendo! Em A borboleta e os mosquitos, havia uma pobre borboleta que era muito feia, por isso, ninguém gostava dela. Então, ela se refugiou com os mosquitos, que também não se importavam muito com ela, para falar a verdade. O fim da infeliz borboleta é inusitado, mas nos faz refletir sobre a importância de nos aceitarmos como somos.

O conto Amor virtual e amor real nos apresenta um homem e uma mulher que se conhecem em um chat e, após constatarem as afinidades, começam a trocar e-mails, até que se apaixonam. Será que esse amor tem futuro? O conto é composto pelos e-mails trocados e, ao final, pelo registro de um desabafo do homem em seu diário. Uma bela reflexão sobre os amores idealizados. Em O corvo, um jovem brasileiro que mora nos Estados Unidos lê um livro sobre magia negra. Está profundamente aborrecido com a má leitura, mas não tem outra coisa para fazer, então continua lendo, até que cansa e vai dormir. Em seu quarto, vê pela janela uma ave em chamas, uma fênix. Seria um sonho? Seria real? O que significa?

A coruja à luz do dia é um conto futurista que narra a história de um menino que, ao voltar da escola, descobre que Brasil e Estados Unidos estão em conflito pela então mirrada Floresta Amazônica. O conto traz uma reflexão sobre os rumos que estamos dando ao nosso tão maltratado planeta. Em Mensagem, Lucas Barros chega à escola onde leciona para mais um dia de trabalho. Ao entrar na sala de aula, passa mal e sai sem dar explicações a ninguém. Sentia-se como se estivesse sendo seguido por alguém. Então vai a uma igreja e a sensação some, sai da igreja e ela volta, chega à casa de sua mãe, onde há imagens de santos e a sensação passa novamente. À noite, Lucas tem um sonho (de arrepiar) que o faz entender o que está acontecendo. 

Como podemos facilmente constatar, o autor de Fogo Fátuo é bastante versátil na escolha dos temas. Embora os contos tragam algum tipo de crítica sobre questões do cotidiano ou, ainda, alguma reflexão sobre assuntos relevantes, a leitura é muito leve. Recomendo a obra a todos que queiram uma leitura divertida e bem humorada sem abrir mão da profundidade.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Lançamentos do Grupo Companhia das Letras em abril

O post de hoje é daquele tipo que dá água na boca. Um deleite para os amantes da boa leitura. Vamos falar de lançamentos de livros do Grupo Companhia das Letras. O catálogo de lançamentos das editoras que compõem o grupo está fora de série, como sempre. Difícil escolher um preferido entre tantas maravilhas. A vontade é de levar todos para casa!

Vejamos o que cada editora tem de novidade:
Companhia das  Letras
Vozes de Tchernóbil, de Svetlana Alexiévich: "Em abril de 1986, uma explosão na usina nuclear de Tchernóbil, na Ucrânia — então parte da finada União Soviética —, provocou uma catástrofe sem precedentes: uma quantidade imensa de partículas radioativas foi lançada na atmosfera e a cidade de Pripyat teve que ser imediatamente evacuada. Tão grave quanto o acidente foi a postura dos governantes soviéticos, que expunham trabalhadores, cientistas e soldados à morte durante os reparos na usina. Pessoas comuns, que mantinham a fé no grande império comunista, pereciam após poucos dias de serviço. Por meio das vozes dos envolvidos na tragédia, Svetlana constrói este livro arrebatador, que tem a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. Uma obra-prima do nosso tempo."

A vida invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha: Guida Gusmão desaparece da casa dos pais sem deixar notícias, enquanto sua irmã Eurídice se torna uma dona de casa exemplar. Mas nenhuma das duas parece muito feliz nas suas escolhas. A realidade das Gusmão é parecida com a de inúmeras mulheres nascidas no Rio de Janeiro nos anos 1920 e criadas para serem boas esposas. São as nossas mães, avós, bisavós; invisíveis em maior ou menor grau, que não puderam protagonizar as próprias vidas, mas que agora são as personagens principais do primeiro romance de Martha Batalha. Uma promessa da ficção brasileira que chega afiadíssima para contar uma infinidade de histórias bem costuradas e impossíveis de largar. 
Missoula, de Jon Krakauer: Missoula, em Montana, é uma típica cidade universitária americana. Para quem vê de fora, o local é algo idílico. No entanto, entre 2008 e 2012, o departamento de justiça americano investigou 350 acusações de agressão sexual na cidade, muitas perpetradas pelos jogadores do time local de futebol americano, idolatrados pela população. Neste livro assombroso, Jon Krakauer rompe o silêncio e mostra todo o drama que vivem essas mulheres. Numa investigação minuciosa, com ares de thriller jurídico, ele revela o tecido social e político que abafa esses casos. De forma corajosa, Krakauer questiona o sistema educacional e os caminhos legais que permitem essa epidemia de violência sexual.
 
Cidade em chamas, de Garth Risck Hallberg: Nova York, 1976. O sonho hippie acabou, e dos escombros surge uma nova cultura urbana, com guitarras desafinadas, coturnos caindo aos pedaços, galerias de arte e casas de show esfumaçadas. Regan e William são herdeiros de uma grande fortuna. Ela, uma legítima Hamilton-Sweeney, vê seu casamento desmoronar em meio às infidelidades do marido. Ele, a ovelha negra, fundador de uma mitológica banda punk e figura lendária das artes de Nova York. Ao redor dos dois gira uma constelação de personagens e acasos- uma jovem fotógrafa, um professor negro e gay, um grupo de ativistas, um garoto careta e asmático e um jornalista que sonha ser o novo nome do jornalismo literário americano. E, em meio a tudo isso, um crime que vai cruzar essas vidas de forma imprevisível e irremediável. Cidade em chamas é um romance inesquecível sobre amor, traição e perdão, sobre arte, rock e o que significa a verdade. Sobre pessoas que precisam umas das outras para sobreviver. E sobre o que faz a vida valer a pena.
 Alfaguara
 
O Reino, de Emmanuel Carrère: O reino busca reconstituir as origens do cristianismo. Carrère descreve como dois homens, Paulo e Lucas, transformaram uma pequena seita judaica, centrada em seu pregador, crucificado durante o reinado de Tibério e que acreditavam ser o messias, em uma religião que em três séculos transformou a fé no Império Romano e conquistou o mundo. O próprio autor se coloca na história como investigador e personagem. Partindo de uma narrativa sobre sua juventude, quando se tornou um católico fervoroso, até suas dúvidas e sua renúncia à religião, Carrère mescla presente e passado numa história turbulenta, e procura descobrir as figuras humanas por trás de dois personagens marcantes da história mundial: São Paulo e São Lucas.

Suma de Letras

De volta ao jogo: Uma Aventura Não Oficial de Minecraft, Rezendeevil: Pedro Afonso, mais conhecido como RezendeEvil, tem um canal no YouTube onde divide com os amigos sua atividade favorita: criar histórias e mundos diferentes no universo de Minecraft. Só que Pedro descobriu que o mundo que vê da tela do computador é muito mais real do que poderia imaginar! Depois de acordar um dia dentro do jogo e conhecer o próprio avatar, o Rezende virtual, ele agora mal pode esperar pela próxima aventura. Desta vez, porém, ao se ver no mundo quadrado que adora, Pedro não reconhece muita coisa. Onde está? De quem é aquela mansão mal-assombrada que vê à distância? E onde estão seus amigos? É hora de mergulhar em uma nova aventura para salvar o mundo que criou. Mais uma vez, Pedro e Rezende precisam se unir, pois um vilão de olhos brilhantes ameaça a vida de todos, e apenas o Herói Duplo poderá derrotá-lo.
 
Seguinte
 
A rebelde do deserto, de Alwyn Hamilton: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por revelar a ela o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.
 

domingo, 10 de abril de 2016

Minhas impressões sobre a 5ª Turnê Intrínseca

Na sexta-feira, dia 08/04, houve na minha cidade, Porto Alegre, o penúltimo encontro da  5ª Turnê Intrínseca. Apesar de já estar na 5ª edição, para mim foi uma grata novidade, pois nos anos anteriores eu não havia participado, por impedimentos de ordem profissional. Estava ansiosa pelo evento, e acabei chegando cedo demais, o que não foi problema, de modo algum, pois ficar esperando dentro de uma livraria está muito longe de ser algo desagradável. Seriam distribuídas 300 senhas, e devo dizer que não sei se havia 300 pessoas, mas tinha muita gente. E o que é melhor, muita gente feliz, com uma vibe excelente.

 
Nesta altura, muitos já haviam pego a senha e subido para o local
do evento e ainda estavam chegando mais participantes.

A equipe da Intrínseca, que estava no evento, é composta basicamente por jovens que demonstram grande entusiasmo ao falarem sobre os livros da editora. Todos sabemos que o entusiasmo é algo contagiante. Creio que o entusiasmo de leitores apaixonados é algo capaz de despertar o interesse sobre os livros naqueles que ainda não tiveram a felicidade de conhecer esse prazer. Então, imagine todos esses relatos entusiasmados sobre obras literárias para uma pessoa que ama ler. Imagine! 

O meu contato com a Editora Intrínseca é recente. Conhecia a editora, mas não havia lido seus livros ainda. Foi então que me deparei, na Feira do Livro de Porto Alegre, com a obra Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking. Eu tinha esse livro, há alguns anos, quando ainda era publicado pela Rocco. Emprestei e, sabem como é, nunca mais voltou. Sem titubear, comprei o livro e o reli. Foi uma experiência ótima, pois o livro,  atualizado, está ainda melhor do que já era. Desde então, comecei a prestar mais atenção nos livros da editora, afinal, quem publica um livro dessa grandeza, deve ter muitas outras maravilhas publicadas. Comprei, na mesma feira, os dois primeiros volumes da série do Percy Jackson para o meu sobrinho, ele devorou e já está me cobrando a sequência. Como já venho com o interesse bem voltado para a editora, fui ao evento ávida por novidades. Sabem o que encontrei? O Paraíso!

Brindes que foram sorteados no final do evento. O meu está entre eles!

Posso dizer que, de todas as obras apresentadas no evento, e não foram poucas, somente uma não me chamou muito a atenção, mas ainda assim, arriscaria a leitura. Agora pensem comigo: uma apresentação entusiasmada + obras maravilhosas =   Sim, estou apaixonada pela Editora Intrínseca! Claro que eu gostaria de ir à livraria, agora mesmo, e comprar todos os livros apresentados, mas a realidade me chama. Então, selecionei alguns livros que serão os primeiros a serem adquiridos. Mas a minha alegria não se resumiu somente à participação em um evento maravilhoso. Eu fui sorteada! \o/ \o/ \o/ E adivinhem! Ganhei outro livro do Stephen Hawking, O Universo Numa Casca de Noz. (bendito número 57!).

Meu brinde no sorteio: o livro O Universo Numa Casca de Noz, de Stephen Hawking; uma caneca
do livro, um marcador de papel e marcadores imantados.

Obviamente, dá para imaginar como fiquei feliz, né? Afinal, foi justamente um livro do Hawking que me aproximou da editora. Então decidi que farei a resenha do livro que já li e lerei este que ganhei para resenhá-lo também. Em breve, aguardem! Ao final, foram distribuídos brindes para todos os participantes. Então, mesmo quem não ganhou nada nos sorteios, teve o seu agrado, gentileza da editora.
Brindes oferecidos a todos os participantes do evento. Tem uma caneta também, que acabou ficando de fora da foto.

Além do livro que ganhei no sorteio, acabei comprando outro, o Cidade dos Etéreos, de Ransom Riggs. Que edição incrível! É simplesmente lindíssima! Abaixo deixarei as sinopses de alguns livros, todas retiradas do site da editora. Os livros são, o que ganhei no sorteio, o que comprei e os dois primeiros que pretendo comprar da minha já imensa lista de livros da Intrínseca. Espero que gostem, caros leitores! 


O Universo Numa Casca de Noz, Stephen Hawking: Após o enorme sucesso de Uma breve história do tempo, a Intrínseca traz a luxuosa reedição de O universo numa casca de noz, na qual Stephen Hawking se vale de ilustrações, fotos e esquemas detalhados para mostrar grandes descobertas no campo da física teórica. Tudo isso, é claro, com sua conhecida clareza, elucidando temas complexos por meio de conceitos e ideias do dia a dia, como inflação, cartas de baralho e linhas ferroviárias, e permeado com seu peculiar senso de humor. Com astronautas engolidos por buracos negros, viajantes do tempo, debates sobre a origem do universo (e de todos nós), seu possível fim e a existência de vida em outras galáxias, além de curiosos questionamentos sobre o futuro biológico e tecnológico da humanidade em si, O universo numa casca de noz é leitura obrigatória para aqueles que querem se aventurar no que há de mais instigante hoje na física e para os que almejam ver como muitas vezes a teoria pode ser muito mais extraordinária do que a ficção científica.

Cidade dos Etéreos, de Ransom Riggs: Cidade dos etéreos dá sequência ao celebrado O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, em que o jovem Jacob Portman, para descobrir a verdade sobre a morte do avô, segue pistas que o levam a um antigo lar para crianças em uma ilha galesa. O orfanato abriga crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine.
Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares.
Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época - tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante.

Eu sou o peregrino, de Terry Hayes: Uma mulher é brutalmente assassinada em um hotel decadente de Manhattan, seus traços dissolvidos em ácido. Um pai é decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita. Na Síria, um especialista em biotecnologia tem os olhos arrancados ainda vivo. Restos humanos ardem em brasas na cordilheira Hindu Kush, no Afeganistão. Uma conspiração perfeita, arquitetada para cometer um crime terrível contra a humanidade, e apenas uma pessoa é capaz de descobrir o ponto exato em que todas essas histórias se cruzam.
Peregrino é o codinome de um homem que não existe. Alguém com tantas identidades que mal consegue lembrar seu verdadeiro nome. Adotado ainda jovem por uma família rica, ele se tornou um importante profissional da espionagem.
Romance de estreia do renomado roteirista britânico Terry Hayes, Eu sou o Peregrino é uma narrativa ágil, com ritmo alucinante, cujos personagens são construídos de forma primorosa em toda sua complexidade psicológica. Uma jornada épica e imprevisível contra um inimigo implacável.

S., de J.J. Abrams e Doug Dorst: Um livro. Dois leitores. Uma jovem encontra numa biblioteca um livro com anotações de um estranho. As margens repletas de observações revelam um leitor inebriado pela história e pelo misterioso autor da obra. Ela responde os comentários e devolve o livro, que o estranho volta a pegar. Ele é Eric, ela é Jennifer, e o inesperado diálogo dos dois os faz mergulhar no desconhecido. É esse velho exemplar típico de biblioteca - consultado, anotado, manuseado - intitulado O Navio de Teseu, de V. M. Straka, que o leitor encontrará dentro da caixa preta e selada de S.
S. está longe de ser um livro convencional. A obra conecta ao menos quatro histórias, que se desdobram ao mesmo tempo, embora não necessariamente em ordem cronológica. É um livro-jogo, que oferece várias possibilidades de leitura e instiga o leitor a decifrar os mistérios, códigos e pistas contidos em toda a obra. Seja nas notas, nas margens ou nos outros itens da caixa, há sempre algo além do que se vê aguardando para ser descoberto.