quarta-feira, 29 de junho de 2016

A matéria dos sonhos, de Valéria Martins - Editora Jaguatirica

A matéria dos sonhos, de Valéria Martins
É sempre uma grata surpresa quando encontramos um(a) autor(a) nacional que nos apresenta uma obra de qualidade. A matéria dos sonhos, da autora parceira Valéria Martins, publicado pela Editora Jaguatirica, foi um desses casos. Eu já havia me encantado pela premissa da obra quando li a sinopse pela primeira vez, mas devo confessar que a leitura do livro superou as minhas expectativas, dada a beleza da narrativa e a intensidade dos sentimentos despertados, desde a primeira até a última página. Além disso, os personagens estimulam a nossa empatia, o que ajuda muito no envolvimento do leitor com a obra. 

O livro traz a história de Mariana, menina rica, criada com luxo e conforto e filha de um advogado muito bem sucedido. A família era do Rio de Janeiro e a moça frequentava as mais altas rodas, o que a levou a conhecer o herdeiro de uma empresa de alumínio, Gustavo. Logo os dois iniciam um relacionamento, que os levou ao noivado e a uma data marcada para o casamento. Porém, eu seu coração, Mariana pressentia que algo não estava bem. Tinha dúvidas quanto ao seu futuro ao lado de Gustavo. Ela o amava muito, mas sentia-se profundamente insegura em relação a este relacionamento. Mariana não era uma jovem de muitas amizades, limitando-se mais a acompanhar o noivo em seus programas. 

Ao receber o convite para o chá de bebê de uma colega da universidade, Mariana pensa em ir com Gustavo, mas ele declina do convite, dizendo à moça que tem um compromisso com amigos. Mariana resolve ir sozinha ao chá, onde conhece uma garota chamada Cláudia, que a faz refletir sobre o modo como tem vivido até então. Cláudia é uma jovem livre, que vive viajando e planejando novas viagens, coisa que Mariana não se permite fazer, dando-se conta de que nem mesmo o seu próprio país ela conhece. Na manhã seguinte ao chá de bebê, Mariana descobre, através de fotos que circulam pela internet, que o noivo havia saído com outra mulher. Obviamente, ao ser cobrado, Gustavo nega o envolvimento com a moça, porém, após algum tempo, rompe o compromisso com Mariana. 

Não é preciso dizer, pois dá para imaginar o quanto Marina ficou arrasada com o rompimento. Para superar a dor da perda, a moça resolve seguir a sugestão de seu irmão e viaja para conhecer a Chapada Diamantina. É lá que ela reencontra Cláudia e conhece Alex, seu guia turístico, por quem se sente profundamente atraída. Mariana simplesmente encanta-se pelo lugar magnífico. Um novo amor e uma nova amizade são estímulos que a ajudam a recomeçar. Enquanto Mariana processa a sua dor e passa pela sua transformação, nós, leitores, temos a oportunidade de refletir sobre a nossa própria vida. Sobre como, por vezes, nos acomodamos a determinadas situações, quando uma mudança poderia nos trazer felicidade. Ao viajar para a Chapada Diamantina, a nossa protagonista empreende uma viagem ao seu eu mais profundo. Posso dizer que a leitura de A matéria dos sonhos  foi muito agradável e gratificante. Valéria Martins escreve lindamente, com um texto limpo e bem estruturado. A descrição das paisagens é magnífica, quase como uma viagem real. Sem nenhuma sombra de dúvidas, é uma leitura que vale a pena, e o final foi inesperado para mim. Recomendo a leitura!

"Acho que o sonho já nasce com a gente, mas temos que escutá-lo, reconhecê-lo, valorizá-lo e acreditar nele. Se não acreditarmos, ninguém mais vai acreditar. Nós somos a matéria dos sonhos. Nós lhe damos vida, corpo e alma." 


A matéria dos sonhos, de Valéria Martins

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terça-feira, 28 de junho de 2016

Vestida de mim, livro de poemas de Carla Neto - Editora Autografia

Vestida de mim: energia da palavra, livro de poemas de Carla Neto
A poesia é um gênero literário ao  qual poucas pessoas são indiferentes. Na maioria dos  casos, ou as pessoas amam, ou  odeiam esses textos literários. Eu, desde que me entendo por gente, pertenço ao   primeiro grupo, razão  pela qual fiquei tão feliz quando,  ao receber como cortesia da nossa parceira, Editora Autografia, o livro de poemas Vestida de mim, de Carla Neto, pude constatar que seria uma leitura aprazível. Logo que recebi, não me contive e iniciei a leitura, que ia intercalando com a leitura de outra obra do gênero narrativo. Posso dizer que fiquei encantada com a beleza singela do livro de Carla Neto. Não se trata, definitivamente, de uma daquelas obras herméticas, que poucos "iniciados" conseguem compreender. Ao contrário, trata-se de um livro cuja temática é o nosso próprio cotidiano, daí a identificação imediata com a leitura. Abaixo transcrevo dois dos poemas que fazem parte do livro, como forma de exemplo, espero que gostem!

Tempo
O tempo persuadiu 
As folhas
Quando a tarde findava
E foram elas
Logo brincando
Com o som da sua poesia
"Menina de trança
Tu és a esperança
Do dia passar..."
Os pássaros vieram
Recolher-se
Queriam saber
E
Puseram-se a cantar
"Tiruli pra cá
Tiruli pra lá..."
Até que a noite surgiu
E todos emudeceram
Para reverenciar
O brilho
Das pequenas estrelas
À claridade da lua...

Distância
O vento
Que sopra pra
Looooooooonnnnnnggggggggggeeeeeeee

Também deixa por lá
Um pedaço
Do coração
De alguém...
Vestida de mim, livro de poemas de Carla Neto - Editora Autografia

Alguns poemas do livro possuem um apelo concretista, conforme podemos verificar nas imagens abaixo:

Vestida de mim, livro de poemas de Carla Neto - Editora Autografia

Vestida de mim, livro de poemas de Carla Neto - Editora Autografia

Aos amantes de poesia, recomendo o livro de poemas Vestida de mim, de Carla Neto, uma pérola da Editora Autografia, sem pensar duas vezes.

Vestida de mim, livro de poemas de Carla Neto - Editora Autografia

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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Eu sou Jack, o Estripador: a autobiografia do mais famoso assassino da história, de James Carnac - Editora Seoman

Eu sou Jack, o Estripador - a autobiografia do mais famoso assassino da história, de James CarnacHá determinadas personalidades, reais ou fictícias, que mexem de tal forma com o imaginário popular, que acabam tornando-se inesquecíveis, por mais que o tempo passe. Eu sou Jack, o Estripador - a autobiografia do mais famoso assassino da história, de James Carnac, publicado pela Editora Seoman, traz a história real, em uma obra supostamente autobiográfica, daquele que talvez tenha sido o maior assassino de todos os tempos. E o mais incrível de tudo é que ele nunca foi descoberto. O verdadeiro nome de Jack, nunca se soube. Esse pseudônimo, com o qual o assassino tornou-se conhecido, foi dado a partir da assinatura de uma carta, enviada à Agência Central de Notícias de Londres, em que o autor da carta apresentava-se como o responsável pelas atrocidades cometidas em  Whitechapel, distrito londrino. As vítimas de Jack eram prostitutas, que tinham suas gargantas cortadas e seus corpos mutilados e, algumas vezes, os órgãos retirados, o que levava a crer que o assassino tinha conhecimentos consideráveis de anatomia. Em virtude de tanto mistério envolvendo a personalidade do serial killer, surgiram inúmeras histórias e teorias conspiratórias sobre ele. Há vários livros e filmes a respeito, contribuindo para a formação de um mito em torno de Jack, o estripador. 

Então, Eu sou Jack, o Estripador não passa de mais um livro sobre o assunto? Não! Na verdade, este livro possui um grande diferencial em relação aos demais, pois trata-se, supostamente, de uma autobiografia, ou seja, seria o próprio Jack, o Estripador, contando a sua história. E quando eu digo "supostamente", quero dizer que, na realidade, não sabemos se é mesmo uma autobiografia ou um romance, um texto ficcional, escrito com base na história de Jack. Tampouco sabemos quem escreveu, já que o autor, James Carnac, não deixou registros de sua existência, o que nos leva a crer que se trate de um pseudônimo. O manuscrito foi encontrado entre o espólio de Sydney George Hulme Beaman, autor e ilustrador que viveu entre 1887 e 1932, e teria sido deixado a ele por James Carnac, em testamento, com uma carta, pedindo que o manuscrito fosse enviado a um agente literário após a sua morte. Ao final do livro, há uma análise do historiador criminal, especialista em Jack, o Estripador, Paul Beeg, que nos traz uma série de informações que podem nos ajudar (ou não) a concluir se o livro é, de fato, uma autobiografia, ou se é um texto ficcional.

James Carnac inicia a sua obra com uma dedicatória que deixa bem claro o seu caráter cínico: Dedico com admiração e respeito aos membros aposentados da Força de Polícia Metropolitana que, a despeito de sua energia e eficiência, me permitiram viver para escrever este livro. De acordo com a história narrada, aos 69 anos, James Carnac, ou, como ficou conhecido, Jack o, Estripador, resolve deixar registrada a sua história, na qual conta como surgiu, ainda na infância, o seu fascínio pelo sangue e pelas facas. Carnac nasce em Tottenhan, em uma família problemática, com pai médico fracassado e alcoólatra. Aos 12 anos, frequentava uma escola dirigida por um fanático religioso. Aos 17, o jovem carnac perde os pais de forma trágica e vai morar com um tio, de quem foge após algum tempo, para não ceder à tentação de cortar-lhe a garganta.  Apaixona-se pela jovem Julia Norcote e, após perceber que não poderia viver próximo da moça sem representar perigo a ela, foge da noiva também. 

A partir desse ponto, Carnac começa a narrar o seu mergulho nessa vida de crimes. Acompanhamos todo o planejamento minucioso de cada ação de Jack, o Etripador, tudo pensado com frieza, nos mínimos detalhes. Descobrimos, também, a razão pela qual ele parou de cometer os crimes, uma espécie de aposentadoria forçada. E quando pensamos que mais nada poderia acontecer, já que o serial killer encontrava-se velho e impossibilitado de atuar em suas matanças por uma limitação física, temos um final surpreendente. Devo confessar que não cheguei a uma conclusão definitiva quanto ao fato de Eu sou Jack, o Estripador ser ou não uma obra autobiográfica, mas estou bem quedada a achar que se trata mesmo de um texto ficcional, do qual gostei bastante, aliás. O medo que tive foi de que houvesse um excesso de cenas sangrentas, mas isso não aconteceu, é uma leitura muito tranquila, não há cenas fortes, pois não há descrição detalhada dos atos de Jack, o Estripador. Recomendo a obra, sobretudo a quem pretenda conhecer um pouco mais sobre o lado obscuro da alma humana. 

Eu sou Jack, o Estripador - a autobiografia do mais famoso assassino da história, de James Carnac

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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Sorteio do livro Filhos do silêncio, da Editora Penalux

Sorteio do livro Filhos do silêncio, da Editora Penalux

Amigos e leitores, o blog Leituras Compartilhadas iniciou o sorteio do livro Filhos do silêncio, de Elisa Marina, gentilmente cedido pela parceira Editora Penalux. Para saber um pouco mais sobre a obra, leia a resenha AQUIO sorteio será realizado entre os dias 22/06/2016 e 22/07/2016.

Para participar é muito simples, você só precisa:

  •  Possuir um endereço de entrega no Brasil.
  •  Seguir o blog Leituras Compartilhadas.
  •  Curtir a fan page do blog, AQUI
  •  Curtir a fan page da Editora Penalux, AQUI.
  •  Compartilhar o post de divulgação do sorteio no Facebook em modo público, AQUI.
  • Preencher e enviar o formulário abaixo.


Os itens acima são obrigatórios.

O sorteio será efetuado no site random.org, logo após o encerramento. O resultado  será informado por e-mail e, caso o sorteado não entre em contato em três dias, será efetuado um novo sorteio.

Para maiores informações, entre em contato pelo e-mail compartleituras@gmail.com.

Boa sorte aos participantes!





Sorteio do livro Filhos do silêncio, da Editora Penalux

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Parceria com a Livraria da Folha - descontos de até 50%

Parceria com a Livraria da Folha - descontos de até 50%

Queridos amigos e leitores, é com imensa satisfação que anuncio a nova parceria firmada entre a Livraria da Folha e o blog Leituras Compartilhadas. Para os amantes da boa literatura, da boa música, dos filmes, das séries e dos games, a Livraria da Folha é o Paraíso, já que possui um catálogo imenso e de alta qualidade. Os títulos são organizados em categorias, o que torna mais fácil a navegação, e a entrega é feita em todo o Brasil. Agora o melhor: a Livraria da Folha disponibilizou alguns títulos com descontos exclusivos, de até 50%, para os leitores, seguidores e amigos do blog Leituras Compartilhadas, basta clicar AQUI

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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Todo seu, de Sylvia Day - Editora Paralela

Todo seu, de Sylvia Day
A história narrada em Todo seu, de Sylvia Day, publicado pela Editora Paralela, começa com Eva, mais amadurecida e determinada, se recuperando de uma briga que teve com Gideon (que começou no livro anterior, Somente Sua). Gideon também mudou para se tornar um homem melhor, e assim, se entregar de corpo e alma ao relacionamento com Eva. Gideon passou por muitas coisas em sua infância e isso o incomoda e não o deixa seguir em frente. Aí é que Eva consegue, aos poucos, libertá-lo de seus fantasmas. No decorrer da leitura, vejo um Gideon mais emotivo, disposto a amar e ser amado.

Eva e Gideon se casam e não contam a ninguém. Quase trinta dias após o casamento, Eva resolve dar a noticia a sua mãe, Monica, informando que está casada com o homem mais poderoso de Manhattan, Gideon Cross. Sua mãe fica estarrecida com a notícia, mas Eva, aos poucos a tranquiliza, dizendo que haviam feito um acordo pré-nupcial e um advogado o havia revisado.

Eva, após alguns dias, também dá a notícia a seu pai, que reage como se tivesse sido traído, fica furioso e se sente abandonado por não ter feito parte deste momento. Mas Eva já planeja uma festa para oficializar a união, pois em seus pensamentos, eles devem parar de se esconder e mostrar a todos o seu amor. Sua mãe discorda, acha precipitada a maneira como Eva quer que sua vida seja exposta. Mal sabe Eva que o problema não serão os holofotes para este casamento continuar firme.

As cenas quentes têm todo um toque de suavidade em suas descrições, dando ênfase ao amor que Eva sente por Gideon. Um determinado personagem morre em meio à história, e me impressionou a maneira como Eva lida com o luto. Eva e Gideon se mantêm firmes devido a algumas revelações, até que as coisas começam a se encaixar. Todo seu, de Sylvia Day, deixa em aberto o que acontece no futuro para imaginarmos e nos colocarmos no lugar deles: “a vida tem seus altos e baixos, situações acontecem e podemos ter dias bom e ruins, afinal, continuamos vivendo...”

Todo seu, de Sylvia Day

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terça-feira, 14 de junho de 2016

Uma saga na Toscana, de Belinda Alexandra - Editora Fundamento

Uma saga na Toscana, de Belinda Alexandra
Embora eu seja uma pessoa com um gosto bastante eclético no que se refere às minhas leituras, nunca escondi o enorme apreço que tenho por romances históricos e, em virtude desse gosto, foi que solicitei à parceira do blog, Editora Fundamento, dois livros deste gênero (conforme mencionado AQUI), para resenhar entre os meses de junho e julho. O primeiro que li, dos livros gentilmente cedidos pela editora, foi Uma saga na Toscana, da escritora australiana Belinda Alexandra. Desde que li a sinopse do livro fiquei encantada pela história, por tratar-se de uma trama cujo ápice se dá durante a Segunda Guerra Mundial, na Itália de Mussolini, Il Duce. 

A história, ambientada em Florença, tem seu início no ano de 1914, quando um homem misterioso chega ao Convento de Santo Spirito e entrega à Irmã Maddalena uma menina recém nascida. Após entregar o bebê à freira, o homem vai embora sem nada dizer sobre a origem da criança. Deixa como futura pista somente uma chave, que se encontra entre as roupinhas da pequena.  No capítulo seguinte, encontramos a menina abandonada, cujo nome é Rosa Bellochi, já com 15 anos, prestes a deixar o convento para tornar-se preceptora da pequena Clementina, filha do marquês e da marquesa Scarfiotti. Não é uma mudança que Rosa deseje, porém, são as regras do convento, e ela precisa ir embora. É interessante mencionar que a jovem Rosa Bellochi, embora não possua conhecimento algum sobre suas próprias origens, tem um dom natural para intuir a origem de seres animados e inanimados, o que a faz sentir repulsa por carne, já que, de alguma forma que não se explica, a jovem "vê" a agonia do animal que deu origem à refeição. A Vila Scarfiotti revela-se um lugar de muitos mistérios e segredos (e algumas maldades veladas), mas Rosa gosta de dar aulas à pequena Clementina e, embora não aprecie a marquesa, que é seguidora do ditador Mussolini, sente uma certa simpatia pelo marquês. 

Mas as coisas não continuarão bem para a jovem preceptora. Quando Rosa está prestes a ouvir uma revelação acerca da chave que carrega consigo, como um talismã, é cruelmente envolvida em uma trama que fará com que sua vida mude radicalmente para pior. A jovem passa a ser considerada "inimiga do estado" e, de súbito, vê-se sozinha no mundo. Rosa aprende a sobreviver, pois agora tem um filha que, embora nascida de uma situação nada desejável, é muito amada. Rosa é acolhida pela família Montagnani, composta pelos irmãos Luciano, Carlo, Piero e Orietta, e logo vê-se apaixonada por Luciano. Mas o que a moça não poderia esperar era que no futuro se visse entre o amor de dois homens. Rosa casa-se com um, mas em meio à guerra, reencontra o outro, dessa vez como uma mãe de família dedicando-se ao trabalho voluntário de enfermeira. A vida de Rosa é cheia de reviravoltas e de revelações, mas a principal é sobre sua origem, sobre a verdadeira identidade de sua mãe. Revelação que a levará de volta à Vila Scarfiotti.

Uma saga na Toscana é dividido em três partes, na primeira, conhecemos Rosa bebê e, logo em seguida, adolescente; na segunda, uma jovem que luta para sobreviver com uma filha e apaixona-se por um rebelde, que busca uma Itália melhor, livre de Mussolini; na terceira parte Rosa já é mulher feita, com marido e filhos, e a Segunda Guerra estoura, fazendo com que sua família separe-se e ela tenha que exercer o ofício de enfermeira e lutar por um país mais justo. Durante toda a obra, acompanhamos, junto com os personagens, o peso que representaram para a humanidade, o Fascismo de Mussolini e o Nazismo de Hitler. Somos testemunhas das crueldades e atrocidades cometidas neste período, pois embora trate-se de uma história ficcional, com personagens criados pela autora, a narrativa baseia-se em situações que ocorriam na época, dando-nos uma boa visão do quão difícil foi esse período da história da humanidade. 

Ao final do livro, Belinda Alexandra traz um breve relato sobre o que há de real na narrativa. Sobre lugares que existem e outros que foram inventados ou modificados. Então, descobrimos que há um personagem real, cuja participação é muito rápida, que foi incluído na lista de heróis da cidade de Luco após a guerra acabar. Trata-se do cão Fido (que em italiano significa fiel). Embora seja uma passagem muito rápida, como já mencionei, não revelarei o que fez do cão um herói, pois deixarei para que os futuros leitores da obra descubram por si, mas garanto que o cãozinho conseguiu me emocionar, de fato. Uma saga na Toscana é uma narrativa muito bonita,  de uma riqueza imensa, que traz uma mensagem repleta de superação, de amor e de lealdade. Uma história que evidencia o valor do caráter. O trabalho de pesquisa da autora, no que se refere aos fatos históricos, bem como a construção dos personagens, foi excelente. Por vezes conseguimos nos enxergamos vivendo em meio à guerra, convivendo com aquelas pessoas. É um livro maravilhoso para quem aprecia uma boa história de amor, conspiração e guerra.

Uma saga na Toscana, de Belinda Alexandra

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Foe, de J.M. Coetzee - Editora Companhia das Letras

Foe, de J.M. Coetzee
Foe, do escritor sul-africano J.M. Coetzee, publicado pela Companhia das Letras, traz-nos uma nova versão para Robinson Crusoé, a tão conhecida história de Daniel Defoe, sobre um náufrago que sobrevive em uma ilha. Este foi um livro que me deixou bastante intrigada. Gastei mais do meu tempo pensando sobre o que li na obra do que lendo-a propriamente, já que possui apenas 142 páginas, mas muitos significados escondidos nas entrelinhas. É um daqueles livros que nos deixa uma sensação de que há mais sendo dito do que aquilo está expresso em palavras. 

A história começa com uma mulher, Susan Barton, contando como sobreviveu a um naufrágio, após uma rebelião no navio onde se encontrava. Ela consegue chegar a uma ilha onde viviam um velho, Chamado Robinson Cruso, e um homem, chamado Sexta-Feira, cuja língua fora cortada e que Cruso alega tratar-se de um canibal. Susan não tem muita certeza se a história contada pelo velho é verdadeira, questionando-se sobre isso muitas vezes. Ela tenta convencer Cruso a contar a própria história, mas o homem parece não se interessar por isso. Após um ano na ilha, os três são resgatados, mas somente Susan e Sexta-Feira conseguem chegar à Europa, pois Cruso, muito doente, não resiste à viagem. Para sobreviver com Sexta-Feira, Susan decide vender a sua história. E é então, a meu ver, que o principal da narrativa realmente começa.

Durante a leitura da obra, não demora muito para que se perceba que Susan está, desde o começo, contando, a um escritor, o que vivera na ilha. Este escritor é Daniel Foe, incumbido de escrever essas aventuras vividas pela moça. Então surge um embate entre Susan e Foe. Ela quer que a história seja contada exatamente como ocorreu, absolutamente fiel à verdade; ele acredita que seria melhor criar aventuras extras, que tornariam a narrativa mais interessante e atraente. Mais do que isso não posso dizer sobre a história, mas posso atestar sobre o encantamento que tomou conta de mim ao perceber que, embora parecesse, inicialmente, tratar-se de um livro de aventuras, a obra revelou-se uma trama psicológica profunda, intensa e complexa. Trata-se de uma obra de arte literária, uma verdadeira homenagem à força da palavra. Se tivesse que definir a obra em poucas palavras, eu diria que é uma belíssima metáfora do fazer literário, do ofício do escritor. É um livro que certamente agradará a pessoas inteligentes, que pretendam ir além da mera aventura e da ação simplesmente. Amei Foe e recomendo!

Foe, de J.M. Coetzee

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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Lançamentos de junho do Grupo Editorial Pensamento

Lançamentos de junho do Grupo Editorial Pensamento
É sempre motivo de muita alegria quando temos a oportunidade de trazer para os nossos amigos e leitores os lançamentos do nosso parceiro, o Grupo Editorial Pensamento, pois sabemos que, por possuir um catálogo bastante variado, o grupo oferece títulos para todos os gostos. Então, vamos aos lançamentos! Escolha o seu e boa leitura!

Editora Cultrix 

Lançamentos de junho do Grupo Editorial Pensamento

Lançamentos de junho do Grupo Editorial Pensamento

Lançamentos de junho do Grupo Editorial Pensamento

Editora Seoman 

Lançamentos de junho do Grupo Editorial Pensamento

Editora Jangada 

Lançamentos de junho do Grupo Editorial Pensamento

Lançamentos de junho do Grupo Editorial Pensamento

Editora Pensamento 

Lançamentos de junho do Grupo Editorial Pensamento

Lançamentos de junho do Grupo Editorial Pensamento

terça-feira, 7 de junho de 2016

Livros recebidos no mês de junho em parceria com a Editora Fundamento


Recebi dois livros lindos da Editora Fundamento, no fim da semana passada, mas como estava na correria, só consegui fazer o post agora (não poderia deixar de fazer, pois os livros merecem). Trata-se de dois romances históricos, ambos de autoria da escritora australiana Belinda Alexandra. Como sou apaixonada por romances históricos, não resisti e já iniciei a leitura de um deles, Uma saga na Toscana. Ainda não cheguei na metade do livro, mas já posso dizer que é uma história belíssima e muito comovente. Deixarei abaixo as sinopses das duas obras, retiradas do site da editora. Em breve teremos as resenhas por aqui.


Uma saga na Toscana: Florença, 1914. Um homem misterioso deixa uma criança recém-nascida aos cuidados das irmãs do convento de Santo Spirito. Uma pequena chave prateada escondida em suas vestes é a única pista sobre sua identidade. Quinze anos mais tarde, a vida da órfã Rosa Bellochi está prestes a mudar. A jovem precisa deixar a proteção das freiras para se tornar a nova preceptora da filha do marquês de Scarfiotti, membro da aristocracia local. Entretanto, seu novo lar está prestes a ser também sua ruína. A atmosfera sombria e cruel que envolve a família Scarfiotti vai destruir a inocência da moça e arrastá-la para uma teia de assassinatos, conspirações e segredos, devastando tudo ao seu redor.
Contando apenas com seu instinto de sobrevivência e sua paixão incondicional por um homem de passado sombrio, Rosa terá que enfrentar um destino incerto e sacrificar sua liberdade, corpo e dignidade mas nunca sua fé em nome daqueles que ama.
Toda recompensa requer um sacrifício.
Somente o amor poderá perdoá-la.
Somente a verdade poderá salvá-la.
Uma saga na Toscana é um romance histórico arrebatador, repleto de amor e ódio, mentiras, intrigas e mistérios em meio ao cenário desolador da Segunda Guerra Mundial.


Paris do Oriente: Em um bairro na cidade chinesa de Harbin um refúgio para famílias russas que fugiram da revolução comunista , Alina Kozlova tem que tomar uma decisão importantíssima se quiser que sua única filha, Anya, sobreviva. São os últimos dias da Segunda Guerra Mundial e a situação na cidade é tensa. Mãe e filha se veem tragicamente separadas: Anya, com apenas 13 anos, vai para Xangai, enquanto Alina é levada de volta para a Rússia.
Para Anya, o que poderia ser salvação acaba se tornando o início de uma montanha-russa de descobertas, emoções, tragédias e mudanças intensas, quase inacreditáveis. Entre alegrias, tristezas, uma paixão avassaladora, fugas e recomeços, a única coisa que não muda em Anya ao longo dos anos é a certeza de que um dia ela e sua mãe vão se reencontrar.
Paris do Oriente é uma saga rica sobre as transformações do mundo no século XX e uma celebração do amor e da esperança sobre a incerteza e a distância. Apaixone-se por esse livro comovente e poderoso!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Uma estranha na cidade, livro de crônicas de Carol Bensimon - Editora Dublinense

Uma estranha na cidade, livro de crônicas de Carol BensimonEmbora goste muito de ler crônicas, fazia algum tempo que não lia nada do gênero. Não podia ter recomeçado de forma melhor. Uma estranha na cidade, de Carol Bensimon, publicado pela Editora Dublinense, foi um livro cuja leitura me causou muito prazer. Embora já tivesse ouvido falar da autora algumas vezes (muito bem, diga-se de passagem), ainda não tinha lido nenhum de seus livros. O que posso dizer dessa "estreia", é que a obra suplantou todas as minhas melhores expectativas. A Carol tem um domínio incrível da linguagem, escreve muito bem, e aqui falo, não só como leitora, mas como profissional da área das letras. Suas ideias são consistentes e bem articuladas. É impossível não refletir com a leitura de suas crônicas. Carol Bensimon é natural de Porto Alegre. Já publicou o livro de contos Pó de parede e os romances Sinuca embaixo d'água e Todos nós adorávamos caubóis. Além disso, a autora escreve textos para jornais e blogues. 

Uma estranha na cidade é composto de 36 belíssimas crônicas que abordam temas variados, sempre com um colorido muito urbano. Inclusive, planejamento urbano é um tema bastante recorrente no livro, e sobre o qual a autora demonstra um considerável conhecimento. Alguns dos problemas trazidos dizem respeito à cidade de Porto Alegre, mas poderiam referir qualquer outra grande cidade brasileira, dado o seu caráter atual. Além de planejamento urbano, Carol trata, neste livro, de outras questões igualmente importantes, tais como: o impacto da tecnologia no nosso cotidiano, relacionamentos, orientação sexual, viagens, entre tantas mais, de igual relevância, demonstrando sempre uma clareza de ideias que torna o texto encantador. Carol é uma escritora jovem, seu texto, porém, possui um alcance que vai além de sua idade, demonstrando uma visão de mundo madura e bem refletida. Recomendo com muito gosto a leitura de  Uma estranha na cidade, não só para aqueles que desejam encontrar na obra uma fonte de prazer, mas também de conhecimento. É ideal para pessoas que buscam olhar o cotidiano por um novo prisma. 

Uma estranha na cidade, livro de crônicas de Carol Bensimon

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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Os Buddenbrook, Thomas Mann - Editora Companhia das Letras

Os Buddenbrook, Thomas Mann
Os Buddenbrook, de Thomas Mann, publicado pela Editora Companhia da Letras, narra uma história que se passa em uma cidade com todas as caraterísticas de Lubeck, no norte da Alemanha, cidade natal de Mann, no ano de 1803. O livro  é dividido em onze partes, envolvendo quatro gerações de uma família bem sucedida de comerciantes. A família costuma se reunir de duas em duas semanas, porém desta vez, além de parentes que moravam na cidade, alguns amigos íntimos haviam recebido convites “para um jantar simples”. Dentre os participantes do jantar estavam a Consulesa Buddenbrook, matriarca sempre preocupada com todos, cheia de cuidados com a família e com os seus sobrinhos; o Cônsul , Johan Buddenbrook, velho administrador dos negócios da família; seus filhos Thomas, Christian e Antonie, além de vários sobrinhos, tios e agregados. 

Em meio aos preparativos para o jantar, Thomas recebe uma carta que estaria endereçada ao Cônsul, que seria de seu filho. Mais que depressa, fala com a Consulesa e os dois decidem não incomodá-lo, tirando a sua alegria durante o jantar. Então, Thomas guarda a carta. Logo todos começam a chegar (tudo é retratado pelo autor com muitos detalhes, tanto a prataria, quanto a comida, os semblantes, as vestimentas, tudo muito realista, tem-se a impressão de se estar participando da história), e o jantar acontece. Passado o jantar, Thomas vai ao encontro do pai e lhe entrega a carta, cujo remetente era Gottold Buddenbrook, filho do primeiro casamento do Cônsul, meio irmão de Thomas. Na carta, Gottold pede parte da herança que lhe é de direito, já que a família encontra-se no “auge” financeiro.

Antonie uma menina viva, cheia de vontades, de nariz empinado representa o auge da família, mas tem seus casamentos mal sucedidos. Em certa parte do livro, Antonie e um rapaz humilde, com quem a moça tem um romance, são forçados a romperem o relacionamento, pois ela está prometida a um comerciante, tudo acontece na juventude dela. Thomas é aquele personagem sempre responsável, disposto a aprender para representar os negócios da família. 

Nascimentos e mortes acontecem e diversas mudanças ocorrem. Pouco antes de morrer, o Cônsul Buddenbrook passa seu cargo para Thomas, que será o último administrador do império, e fará diversas investidas contra o irmão Christian, que não está interessado nos negócios da família como deveria. Os Buddenbrook, de Thomas Mann, nos traz os conflitos de uma sociedade burguesa através da decadência de uma família. A ordem dos acontecimentos nos mantém fixados na leitura, suave e sedutora. Um ótimo livro par se ler nas férias.

Os Buddenbrook, Thomas Mann

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quinta-feira, 2 de junho de 2016

A gafieira de dois tostões, de Georges Simenon - Editora Companhia das Letras

A gafieira de dois tostões, de Georges Simenon
Todos os fãs de romances policiais já leram algo do Georges Simenon. Aposto que a maioria se interessou bastante pelo grande escritor de sucesso. Por incrível que pareça, foi a primeira vez que eu li algo do autor. Minha curiosidade era grande, mas nunca tinha surgido uma oportunidade. Escutei diversas pessoas o elogiando. 

Um dos pontos fortes é a sua escrita, que descreve cada detalhe tornando cada cena como se estivesse sendo real naquele exato momento. Já um dos pontos fracos, é que o livro demora muito para finalmente acontecer o desfecho da história, se tornando cansativo e maçante para qualquer leitor.
O relato em A gafieira de dois tostões, da Editora Companhia das Letras, é sobre um homem que foi preso e executado logo em seguida pelos atos que cometeu. Antes da sua morte, ele confessa um perverso crime que ocorreu oito anos atrás sobre um assassino, cuja localização seria na gafieira de dois tostões, um bairro. 

Em busca de desvendar o grande crime, Maigret, um policial, toma a iniciativa de realizar uma viagem em torno de finalmente localizar o culpado por todos aqueles crimes. As perguntas que ficam nas nossas mentes são: Quem será o culpado por todos esses assassinatos? Qual o motivo que impulsionou para que ocorressem tantas mortes? Onde ocorreu e como alguém conseguiu esconder-se por tanto tempo?

Um grande mistério surge em torno do livro para finalmente desvendar a famosa charada e prender o culpado por todos esses terríveis crimes. Somente alguém muito cruel seria responsável por todas essas mortes que ocorreram no famoso bairro e sairia impune sem arrependimento algum. 

O livro é narrado pela visão de Maigret, o que nos torna cada vez mais próximos das investigações, apesar de não ser em primeira pessoa. Podemos observar tudo o que acontece ao seu redor e as pessoas que conhece ao longo da sua jornada, além do que as pistas para descobrir o culpado.

No decorrer do livro, acontecem outros crimes aparentemente sem explicação alguma, misteriosamente o culpado some para um lugar que ninguém conhece, não existem suspeitas, muito menos cúmplices que podem sugerir informações de quem cometeu tais atos. Como todo romance policial, aos poucos o grande crime é desvendado. Por isso não se preocupem sobre uma história sem solução alguma, pois este não é o caso. 

Uma das partes que definitivamente não me agradou é que no fim levamos um determinado tempo para nem ao menos descobrir uma pista sequer da investigação, esse é um livro para quem possui paciência para finalmente assimilar os fatos quando os suspeitos aparecerem.

Ao longo da história, segredos são revelados e até mesmo descobrimos passados de pessoas presentes no livro, como uma das principais da história, que jamais imaginaríamos. Seguindo desse determinado ponto, que a história começa a ficar instigante e buscamos nos interessar mais pela leitura consequentemente devorando as páginas do livro.

Para concluir, chegamos ao final. Em minha opinião não foram pessoas que me surpreenderam, exceto por um assassino que me deixou bastante surpresa quando desvendei aos poucos pelo quebra-cabeça da história. Deixando um ponto positivo, pois até metade da história aposto que ninguém imaginaria que seria essa determinada pessoa.

Em geral, não daria uma nota muito boa para o A gafieira de dois tostões. Não me agradou em vários aspectos, mesmo sendo um bom livro para quem adora esse gênero. O começo acaba sendo bastante monótono e conhecemos pouco sobre as pessoas da cidade, as quais são suspeitas dessas atrocidades. Na metade que realmente ocorre todas as ações destinadas ao publico mais curioso, deixando a leitura mais interessante. Fugiu um pouco dos romances policiais que eu costumo ler, talvez por isso eu não tenha me adaptado tanto, mas recomendo para quem busca uma leitura mais detalhada e um pouco lenta.

A gafieira de dois tostões, de Georges Simenon

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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Parceria com a editora Autografia

Parceria com a editora AutografiaO blog Leituras Compartilhadas tem a honra de informar a parceria firmada com a Editora Autografia, que tem como principal tarefa, a publicação de novos autores. A editora publica romances, poesias, trabalhos acadêmicos ou coletâneas contanto que a obra traga uma boa história a ser contada. A Autografia possui um vasto e riquíssimo catálogo, recomendo a todos que deem uma passadinha no site da editora para conferir as maravilhas que há por lá. Abaixo deixarei a sinopse de dois lançamentos da editora que me deixaram encantada, um prato cheio para que gosta de poesia.

Parceria com a editora Autografia

A Casa do Poeta, do autor Leandro Salum, reúne poesias sobre sentimentos e emoções do autor através de um novo olhar. Transbordando as sensações dele mesmo e convidando o leitor para adentrar esta casa repleta de amor – seu próprio coração -, Leandro escreve sobre o dia a dia, suas reflexões e filosofias acerca da vida, por uma perspectiva delicada que sensibiliza e emociona.



Parceria com a editora Autografia

Vestida de Mim, de Carla Neto, é uma coletânea de poesias sobre temas diversos do dia a dia, mas através de um olhar afetivo da autora. Carla consegue transformar elementos do cotidiano, que parecem simples para a maioria, em situações belas e encantadoras, fazendo o leitor mergulhar em suas delicadas críticas e refletir sobre as coisas ao redor de si.


Parceria com a editora Autografia