terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O garoto do cachecol vermelho, de Ana Beatriz Brandão - Verus Editora

O garoto do cachecol vermelho, de Ana Beatriz Brandão - Verus Editora
O garoto do cachecol vermelho
Verus Editora
Ano: 2016
Número de páginas: 294

Às vezes, lemos alguns livros que nos surpreendem e emocionam, levando-nos a refletir sobre nossa vida e nossas atitudes. Confesso que não esperava que isso fosse acontecer quando ingressei na leitura de O garoto do cachecol vermelho, escrito pela talentosíssima Ana Beatriz Brandão e publicado pela Verus Editora em 2016. No início da história, Melissa é uma garota rica, soberba e mimada que não leva desaforos para casa. Com apenas dezenove anos, é uma das garotas mais populares da faculdade onde estuda, tendo todos os seus colegas na palma da mão. Sua vida resume-se aos estudos, às festas e baladas que frequenta, e a seu maior sonho: ser a primeira bailarina negra brasileira a estudar no exterior, tornando-se muito conhecida e renomada.

Para conseguir realizar seu sonho, Melissa treina muito todos os dias, tornando-se uma bailarina cada vez melhor. Enquanto espera conseguir uma vaga na Juilliard, uma escola de música e artes cênicas bem conceituada em Nova York, a garota procura dedicar-se a sua faculdade, já que notas boas a ajudam a ganhar a vaga, e lhe dão a chance de conseguir uma carta de recomendação para Juilliard, de seus professores.

Na noite de ano novo, Melissa resolve passar a virada de ano com seus amigos no centro da cidade. Pouco depois da meia noite, ela vê um garoto loiro, que usa um cachecol vermelho-vivo enrolado em seu pescoço, rodeado de algumas latas de tinta enquanto pinta uma rua. Para ela, a atitude do garoto é sinal de vandalismo, portanto resolve ir até lá confrontá-lo. 

Os dois têm uma pequena discussão, e Melissa torce para nunca mais voltar a vê-lo. Infelizmente para a ela, seus caminhos se cruzam novamente. Os dois fazem uma aposta misteriosa, e o garoto do cachecol vermelho apresenta a menina a pessoas doentes, deficientes ou impopulares, que ela despreza com todas as forças. Ela não entende por que ele está fazendo isso, mas sabe que precisa evitá-lo o máximo que puder. Porém, assim como nas grandes histórias de amor, os dois se envolvem cada vez mais, e Melissa se vê forçada a decidir se prefere realizar seu maior sonho ou entregar-se ao amor.

Em O garoto do cachecol vermelho, Ana Beatriz Brandão escreve cenas emocionantes que arrancam muitas lágrimas de seus leitores. Recomendo o livro a todos que gostam de histórias que ensinem lições de vida e superação.

O garoto do cachecol vermelho, de Ana Beatriz Brandão - Verus Editora

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A deusa cega, de Anne Holt - Editora Fundamento

A deusa cega, de Anne Holt - Editora Fundamento
A deusa cega
Autora: Anne Holt
Editora Fundamento
Ano: 2013
Número de páginas: 342
Livro recebido em parceria com a editora.

Foi com A deusa cega, de Anne Holt, mais uma belezura da Editora Fundamento, que encerrei minhas leituras de 2016, e posso dizer que encerrei com chave de ouro, pois como já havia constatado com a leitura de 1222, a autora possui um grande talento para nos envolver em uma trama de mistério, de forma muito inteligente e desafiadora. 

O livro já inicia estimulando a nossa curiosidade quando a personagem Karen Borg, uma advogada que passeava com seu cãozinho, encontra o corpo de um homem com o rosto desfigurado. Na sequência, acontece a prisão de um homem, perto do local do crime, e todo sujo de sangue, o que, obviamente, é muito suspeito. O homem é o holandês Han van der Kerch, de 23 anos, que se recusa a falar sobre o ocorrido, assim como recusa o auxílio de um advogado, até o momento em que descobre que o corpo fora encontrado por Karen e passa a exigir que ela o defenda. 

A deusa cega, de Anne Holt - Editora Fundamento
A detetive que investiga o caso é Hanne Wilhelmsen, nossa velha conhecida do livro 1222. Com o auxílio do promotor Hakon Sand, Hanne percebe que há relação no homicídio do qual o holandês é acusado e o assassinato de um advogado, cujos clientes, envolvidos com o tráfico de drogas, tinham fama de violentos. Logo vamos percebendo que há algo de bem maior por trás de tudo isso. Há muito mais envolvidos do que podemos supor ao iniciarmos a leitura, o que é reforçado por um ataque que Hanne sofre enquanto trabalhava em um domingo. Além de levá-la ao hospital com ferimentos na cabeça, o agressor leva, de seu escritório, alguns documentos referentes à investigação.

Os fatos que compõem a narrativa vão se entrelaçando de uma forma muito dinâmica e envolvente, nos levando a levantar hipóteses sobre os crimes ocorridos e a relação que há entre eles. Foi um imenso prazer poder reencontrar-me novamente com Hanne Wilhelmsen, personagem da qual gostei tanto, e ao mesmo tempo confirmar o talento extraordinário da autora Anne Holt para histórias de mistério. A deusa cega é, sem nenhuma dúvida, um livro que recomendo sem medo de errar aos amantes de uma boa trama policial. 

A deusa cega, de Anne Holt - Editora Fundamento

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domingo, 15 de janeiro de 2017

A verdade sobre nós, de Amanda Grace - Editora Intrínseca

A verdade sobre nós, de Amanda Grace - Editora Intrínseca
A verdade sobre nós
Autora: Amanda Grace
Editora Intrínseca
Ano: 2014
Paginas: 208
Skoob

A história narrada em A verdade sobre nós, de Amanda Grace, Editora Intrínseca, acontece na pequena cidade de Enumclaw , em Washington, onde Madelyn Hawkins, a filha perfeita, mora com seus  pais e seu irmão mais velho, e é o orgulho da família. Nunca desobedeceu seus pais, jamais se meteu em problemas, além de ser muito inteligente. Madelyn é aceita em um programa oferecido pela escola “Running Start”, no qual alunos com notas excelentes podem terminar os créditos do ensino médio na faculdade, Maddie pulou 2 anos do ensino médio e está cursando a faculdade.

Em seu primeiro dia de faculdade Maddie conhece Bennet Cartwright, o professor de biologia. Ele é atraente, atencioso, inteligente e, acima de tudo, representa a liberdade para Maddie, pois ela está cansada de ser perfeita e tirar “A” em tudo.

Bennet acredita, desde o primeiro instante, que ela tem dezoito anos, e Maddie consciente disso não faz questão de corrigir, pois se Bennet descobrisse a verdade, ela não teria qualquer chance com ele, já que a jovem tem apenas dezesseis anos, e ele, além de ter vinte e cinco, é seu professor. Para dar uma chance a esse relacionamento, Maddie decide não contar a ele sua idade. Mas Bennet, mesmo não sabendo da verdade, prefere que o relacionamento dos dois não seja descoberto pelos demais, e resolve não se relacionar com Maddie até o fim do semestre, quando não será mais seu professor, e Maddie promete a si mesma até lá contar a verdade a Bennet. Quando os dois se encontram, ela se sente mais viva,  mais livre e sabe que ele sente o mesmo.

A verdade sobre nós é narrado por Madelyn, o livro todo é em forma de carta, não há divisão de capítulos, apenas a divisão de três cartas escritas pela protagonista. Se você procura uma leitura diferente que fuja dos padrões e   que fale de amor, tenho certeza de que você gostará de A verdade sobre nós.


A verdade sobre nós, de Amanda Grace - Editora Intrínseca


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