sexta-feira, 30 de junho de 2017

Minha vida fora de série, 1ª temporada, de Paula Pimenta - Editora Gutenberg

Minha vida fora de série, 1ª temporada, de Paula Pimenta - Editora GutenbergMinha vida fora de série – 1ª temporada
Autora: Paula Pimenta
Editora Gutenberg
Ano: 2011
Número de páginas: 408

Vou começar esta resenha dizendo o quanto Paula Pimenta me fisgou com o livro Minha vida fora de série – 1ª temporada, publicado pela Editora Gutenberg em 2011. Foi o primeiro livro que li da autora, e tornei-me fã dela logo nos primeiros capítulos; não apenas pela escrita cativante, ou pelas maravilhosas indicações de séries de TV, nem pelos personagens bem construídos, mas principalmente pelo enredo original e realista. É o tipo de história que lemos pensando: eu poderia vivenciar (ou já vivenciei) as mesmas situações que as personagens.

Priscila, protagonista desta história, é uma adolescente de treze anos cujos pais acabaram de se divorciar. Por esse motivo, ela e a mãe se mudaram para Belo Horizonte, uma cidade onde a menina não conhece quase ninguém, e seu pai e seu irmão ficam morando em São Paulo, cidade natal de Priscila, onde ela deixa para trás sua infância, suas amigas e metade de seus amados bichos de estimação. A menina sente muitas saudades de casa, e está decidida a provar para sua mãe que ela jamais será feliz em Belo Horizonte. Sem amigas para sair com ela, Priscila passa a maior parte de seu tempo assistindo séries, ou brincando com seu cachorro, sua gatinha e seu hamster. 

Toda essa insistência em voltar para São Paulo dura pouco. Mais precisamente, até Priscila se apaixonar por um rapaz lindo, de tirar o fôlego, que parece ser o príncipe de seus sonhos. Ela resolve então que tentará conquistá-lo, embora sinta um enorme frio na barriga só de pensar em conversar com ele. A menina também não demora a perceber que, em uma cidade onde ninguém a conhece, ela tem uma chance de ser uma pessoa diferente, talvez até alguém melhor do que era em São Paulo.

O que Priscila não imagina é que está prestes a viver os momentos mais emocionantes de sua vida, que a farão descobrir mais sobre sua própria identidade e sobre quem ela quer ser. Aos poucos, a menina percebe que a vida é como uma série de TV: uma temporada melhor do que a outra, com episódios onde sorrimos, nos apaixonamos, nos surpreendemos, sofremos e amadurecemos. E que ela não tem graça sem algumas reviravoltas.

Neste spin-off da série best-seller Fazendo meu filme, Paula Pimenta nos traz uma história cativante, recheada de ensinamentos que ficarão guardados em nossos corações para sempre. É um livro delicioso, para ser lido em poucos dias, recomendo-o a todos. A primeira temporada da vida fora de série de Priscila é imperdível!

Minha vida fora de série, 1ª temporada, de Paula Pimenta - Editora Gutenberg

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quarta-feira, 21 de junho de 2017

História bizarra da literatura brasileira, de Marcel Verrumo - Editora Planeta

História bizarra da literatura brasileira, de Marcel Verrumo - Editora Planeta
História bizarra da literatura brasileira
Editora Planeta
Ano 2017
Número de páginas: 328
Cortesia da editora.

Como boa apreciadora de história e de literatura, não resisti quando soube do lançamento do livro História bizarra da literatura brasileira, de Marcel Verrumo, publicado pela Editora Planeta. Fiquei encantada pela proposta da obra de trazer fatos referentes a literatura brasileira que não são estudados na sala de aula, de uma forma leve e aprazível. 

Devo dizer que o livro alcançou todas as minhas melhores expectativas e foi além. E para aqueles que estiverem pensando neste momento: "ah, mas esse tipo de leitura é muito cansativo", já asseguro de antemão que se trata de uma leitura leve e gostosa, quase como se fosse um bate-papo sobre literatura brasileira e seus principais autores, trazendo fatos curiosos sobre Guimarães Rosa, Euclides da Cunha, Manuel Bandeira, Clarice Lispector, entre vários outros. Todas as histórias e curiosidades narradas no livro estão em ordem cronológica, mas a obra pode ser lida de forma aleatória, de acordo com o interesse de cada um, sem nenhum prejuízo interpretativo. 

História bizarra da literatura brasileira, de Marcel Verrumo - Editora PlanetaDentre as curiosidades trazidas pelo autor, destaco o poeta que era adepto do poliamor, teve três companheiras e, após a sua morte, descobriu-se correspondências trocadas com uma quarta. Curioso, também, é o fim que teve a menina que inspirou o poema "Marília de Dirceu". Há casos divertidos, como o da Rua do Ouvidor, que em determinado momento chamou-se Sucussarará (vocês nem imaginam por quê😂). Fiquei comovida com a história de Raul Pompéia e chocada com o fim trágico de Euclides da Cunha (embora conhecesse a história do autor de Os Sertões, sempre fico chocada com o seu fim). Para mim, o mais curioso de tudo foi saber que houve um escravo que escreveu a sua autobiografia. Pena que ficou perdido no tempo. Trata-se de um livro que agradará tanto aos que já têm algum conhecimento sobre o assunto, mas querem saber um pouco mais, quanto aos que não sabem muito sobre o tema, mas querem aprender. Leitura recomendada!

História bizarra da literatura brasileira, de Marcel Verrumo - Editora Planeta

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sábado, 3 de junho de 2017

A sétima morte, de Paul Cleave - Editora Fundamento

A sétima morte, de Paul Cleave - Editora Fundamento
A sétima morte
Autor: Paul Cleave
Editora Fundamento
Ano: 2012
Número de páginas: 312
Cortesia da editora

Ao iniciarmos a leitura de A sétima morte, do autor neozelandês Paul Cleave, publicado pela Editora Fundamento, a percepção que temos é de um homem que, ao chegar em casa depois de um dia de trabalho, toma uma cerveja enquanto aguarda Ângela (que pensamos ser talvez sua esposa, talvez namorada) sair do banho. Assim que a moça aparece, e se depara com o homem, temos a primeira surpresa entre tantas que o livro nos reserva. 

Joe Middleton é um homem de pouco mais de trinta anos, que trabalha como faxineiro em uma delegacia em Christchurch, Nova Zelândia, e que todos julgam ser um portador de retardo mental. O que logo descobrimos é que todos julgam errado, pois na verdade, Joe é o serial killer da história, mais conhecido como "O Carniceiro de Christchurch". Joe não se considera um psicopata, tampouco um esquizofrênico, definindo-se como uma pessoa normal. Mas o fato é que ele mata mulheres pelo puro prazer de matar. Por trabalhar na delegacia que investiga o Carniceiro de Christchurch, consegue ter acesso a informações privilegiadas, inclusive fazendo cópias de documentos importantes relativos às investigações.

A sétima morte, de Paul Cleave - Editora FundamentoDentre as mortes atribuídas ao Carniceiro de Christchurch, há uma que foi executada por outra pessoa, que se aproveitou da ocasião em que estão todos a procura do serail killer para cometer um crime, de forma muito parecida com a do Carniceiro, e se livrar da culpa. Joe não gosta nada disso, e resolve investigar por conta própria pensando em reverter a situação e colocar a culpa de todos os seus crimes nas costas do espertalhão que tentou incriminá-lo. Dessa forma, Joe acaba por tornar-se, além de caça, também caçador. No decorrer da narrativa, o tão perigoso serial killer depara-se com Melissa, uma mulher tão perigosa quanto ele próprio, e desse encontro, Joe levará uma marca para o resto de sua vida.

Uma personagem de grande importância na narrativa é Sally, que trabalha na delegacia como chefe de manutenção. Ela tem uma imensa empatia por Joe, pelo fato dele ser (ou ela achar que ele é) retardado, pois ele a faz lembrar de seu irmão especial, que morreu com 15 anos. Sally é uma pessoa que pode ser definida como generosa, daquelas que estão sempre dispostas a ajudar as pessoas. Em sua ingenuidade, acha que conhece todas as pessoas muito bem, sobretudo Joe. Na tentativa de ajudar Joe, Sally envolve-se na história de modo a, no final, desempenhar um papel fundamental no desfecho da trama.

O livro possui um ritmo bastante acelerado. Por vezes tive a impressão de estar assistindo a um filme de ação, em outros momentos, a um drama psicológico. Trata-se de um thriller daqueles que nos deixam de cabelos em pé, morrendo de vontade de saber o que acontecerá logo a seguir. Em determinado ponto da narrativa chegamos a nos perguntar o que é realidade e o que é fantasia criada pela mente doentia de Joe. As coisas se tornam mais claras porque a história é narrada, ora em primeira pessoa, pelo próprio Joe, ora em terceira pessoa, com o foco narrativo em Sally. Isso faz com que consigamos acompanhar o que acontece no interior de Joe, tendo uma boa noção de como funciona a sua mente e, ao mesmo tempo, tenhamos uma visão de fora, de como as coisas são na realidade. Posso dizer que, para os amantes de um bom suspense, o livro é viciante, fazendo-nos lamentar quando precisamos largá-lo. Recomendo a leitura.

A sétima morte, de Paul Cleave - Editora Fundamento

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