sexta-feira, 7 de julho de 2017

Herdeiro da escuridão, de Paul Cleave - Editora Fundamento

Herdeiro da escuridão, de Paul Cleave - Editora Fundamento
Herdeiro da escuridão
Autor: Paul Cleave
Editora Fundamento
Ano: 2011
Número de páginas: 336
Cortesia da Editora

Recentemente li outro livro de Paul Cleave, cujo título é A sétima morte,  também da Editora Fundamento, e fiquei bastante impressionada com o dinamismo da obra. Pois muito bem, em Herdeiro da escuridão, o autor conseguiu suplantar as minhas expectativas. Trata-se, de fato, de um livro de suspense muito bom. Assim como aconteceu com a primeira leitura do autor, consegui me enxergar, por vezes, dentro de um filme de suspense.

O livro conta a história de Edward Hunter, um homem comum, casado, tem uma filha pequena e trabalha como contador. Sua vida é tranquila e feliz, mas ele carrega o estigma de ser filho de um perigoso serial killer, preso há alguns anos, responsável, de forma indireta, pelas mortes de sua mãe e de sua irmã. Eddie cresceu convivendo com a desconfiança das pessoas, tendo que provar, principalmente para si mesmo, que a herança genética não fez dele um homem igual ao seu pai, o que ele vinha conseguindo fazer muito bem. Mas o que ele não esperava é que sua vida virasse de cabeça para baixo de uma hora para a outra. 

Faltando uma semana para o Natal, Eddie e sua esposa, a Jodie, aproveitam a hora do almoço e vão ao banco a fim de tentar um empréstimo para comprar uma casa, pois a pequena Sam está crescendo e o casal acha que já está na hora de mudarem. O que eles não esperavam é que um assalto ocorresse bem no momento em que eles se encontravam no banco e, principalmente, não esperavam que Jodie acabasse assassinada pelos criminosos. Esse é o momento em que a vida de Eddie vira de cabaça para baixo. Mais do que isso, é o momento em que ele se depara com a parte de si mesmo que mais temia encontrar: a herança genética de seu pai serial killer

Herdeiro da escuridão, de Paul Cleave - Editora Fundamento
Todavia, isso acaba por se tornar muito útil, pois Edward, em sua busca por justiça (ou seria vingança?), mostra-se um caçador implacável, fazendo jus ao sangue que corre em suas veias. Por seu caráter dinâmico, a narrativa é extremamente envolvente. Acredito que um dos pontos fortes da obra foi a escolha do narrador, que se intercala entre o próprio Eddie e um narrador em terceira pessoa, cujo foco narrativo é o policial Schroder, que já havíamos encontrado em A sétima morte. Acredito que essa forma de narrar tenha sido uma excelente escolha do autor porque, ao intercalar a história entre uma visão mais introspectiva de Eddie, com a visão de quem está de fora, como Schroder, conseguimos acompanhar os acontecimentos por diferentes perspectivas. 

Essa diferença de perspectiva marca o antagonismo entre os dois personagens que detêm o foco narrativo. Esse antagonismo não se dá apenas porque um é homem da lei e o outro segue um caminho completamente fora da lei para fazer justiça, mas sobretudo porque há um contraste entre um certo tipo de apatia de Schroder, que "faz o possível", mas não obtém resultados, e a agressividade de Eddie, que possui a liberdade de quem, além de possuir o gene de um assassino, carrega o ódio pela morte da esposa, que culmina com o desespero quando a filha é sequestrada. 

Definitivamente, Edward já não tem mais nada a perder, e acaba por ajudar o pai a fugir da prisão para que ele o auxilie a encontrar a pequena Sam e salvá-la das garras dos algozes de Jodie. Além de um ritmo acelerado, que nos prende do início ao fim, a obra traz algumas surpresas conforme vai se aproximando do final.  O livro é bastante indicado para quem aprecia um bom thriller, mas também recomendo para quem gosta de sutilezas psicológicas.


Herdeiro da escuridão, de Paul Cleave - Editora Fundamento

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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Pré-venda do livro Príncipe partido, segundo da série The Royalsa

Pré-venda do livro Príncipe partido, segundo da série The Royalsa
Hoje é dia de ótimas notícias, afinal, Príncipe partido, o segundo livro da série The Royals, publicado pela Editora Planeta, já está em pré-venda nas principais livrarias. 😍 Quer descobrir o que vai acontecer com Ella e Reed? Então dê uma conferida na sinopse, logo abaixo, e depois dê uma passadinha na Saraiva para reservar o seu exemplar. Boa leitura! 😉

SINOPSE: Reed tem tudo na vida: beleza, status e dinheiro. As garotas da sua escola matariam para sair com ele, os caras quere ser como ele, mas Reed nunca deu a mínima para nada disso. Nem para a família. Até que Ella Harper aparece na sua vida. Quando Ella chegou à mansão dos Royal o que ele mais queria era que a nova hóspede sumisse, mas, ela o conquistou e, agora, Reed ia fazer de tudo para mantê-la por perto. Ella lhe dava segurança, lhe transmitia paz, o aconchegava, sensações que há muito tempo não sentia. Porém Reed comete um deslize e Ella se afasta por completo, trazendo caos à família Royal. Reed vê seu mundo desmoronar e toda a esperança de viver um romance com Ella desaparece. A garota dos sonhos de Reed não quer mais
saber dele, porque sabe que se ficarem juntos isso vai destruí-los. Ella pode estar certa.

Pré-venda do livro Príncipe partido, segundo da série The Royalsa

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Minha vida fora de série, 1ª temporada, de Paula Pimenta - Editora Gutenberg

Minha vida fora de série, 1ª temporada, de Paula Pimenta - Editora GutenbergMinha vida fora de série – 1ª temporada
Autora: Paula Pimenta
Editora Gutenberg
Ano: 2011
Número de páginas: 408

Vou começar esta resenha dizendo o quanto Paula Pimenta me fisgou com o livro Minha vida fora de série – 1ª temporada, publicado pela Editora Gutenberg em 2011. Foi o primeiro livro que li da autora, e tornei-me fã dela logo nos primeiros capítulos; não apenas pela escrita cativante, ou pelas maravilhosas indicações de séries de TV, nem pelos personagens bem construídos, mas principalmente pelo enredo original e realista. É o tipo de história que lemos pensando: eu poderia vivenciar (ou já vivenciei) as mesmas situações que as personagens.

Priscila, protagonista desta história, é uma adolescente de treze anos cujos pais acabaram de se divorciar. Por esse motivo, ela e a mãe se mudaram para Belo Horizonte, uma cidade onde a menina não conhece quase ninguém, e seu pai e seu irmão ficam morando em São Paulo, cidade natal de Priscila, onde ela deixa para trás sua infância, suas amigas e metade de seus amados bichos de estimação. A menina sente muitas saudades de casa, e está decidida a provar para sua mãe que ela jamais será feliz em Belo Horizonte. Sem amigas para sair com ela, Priscila passa a maior parte de seu tempo assistindo séries, ou brincando com seu cachorro, sua gatinha e seu hamster. 

Toda essa insistência em voltar para São Paulo dura pouco. Mais precisamente, até Priscila se apaixonar por um rapaz lindo, de tirar o fôlego, que parece ser o príncipe de seus sonhos. Ela resolve então que tentará conquistá-lo, embora sinta um enorme frio na barriga só de pensar em conversar com ele. A menina também não demora a perceber que, em uma cidade onde ninguém a conhece, ela tem uma chance de ser uma pessoa diferente, talvez até alguém melhor do que era em São Paulo.

O que Priscila não imagina é que está prestes a viver os momentos mais emocionantes de sua vida, que a farão descobrir mais sobre sua própria identidade e sobre quem ela quer ser. Aos poucos, a menina percebe que a vida é como uma série de TV: uma temporada melhor do que a outra, com episódios onde sorrimos, nos apaixonamos, nos surpreendemos, sofremos e amadurecemos. E que ela não tem graça sem algumas reviravoltas.

Neste spin-off da série best-seller Fazendo meu filme, Paula Pimenta nos traz uma história cativante, recheada de ensinamentos que ficarão guardados em nossos corações para sempre. É um livro delicioso, para ser lido em poucos dias, recomendo-o a todos. A primeira temporada da vida fora de série de Priscila é imperdível!

Minha vida fora de série, 1ª temporada, de Paula Pimenta - Editora Gutenberg

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quarta-feira, 21 de junho de 2017

História bizarra da literatura brasileira, de Marcel Verrumo - Editora Planeta

História bizarra da literatura brasileira, de Marcel Verrumo - Editora Planeta
História bizarra da literatura brasileira
Editora Planeta
Ano 2017
Número de páginas: 328
Cortesia da editora.

Como boa apreciadora de história e de literatura, não resisti quando soube do lançamento do livro História bizarra da literatura brasileira, de Marcel Verrumo, publicado pela Editora Planeta. Fiquei encantada pela proposta da obra de trazer fatos referentes a literatura brasileira que não são estudados na sala de aula, de uma forma leve e aprazível. 

Devo dizer que o livro alcançou todas as minhas melhores expectativas e foi além. E para aqueles que estiverem pensando neste momento: "ah, mas esse tipo de leitura é muito cansativo", já asseguro de antemão que se trata de uma leitura leve e gostosa, quase como se fosse um bate-papo sobre literatura brasileira e seus principais autores, trazendo fatos curiosos sobre Guimarães Rosa, Euclides da Cunha, Manuel Bandeira, Clarice Lispector, entre vários outros. Todas as histórias e curiosidades narradas no livro estão em ordem cronológica, mas a obra pode ser lida de forma aleatória, de acordo com o interesse de cada um, sem nenhum prejuízo interpretativo. 

História bizarra da literatura brasileira, de Marcel Verrumo - Editora PlanetaDentre as curiosidades trazidas pelo autor, destaco o poeta que era adepto do poliamor, teve três companheiras e, após a sua morte, descobriu-se correspondências trocadas com uma quarta. Curioso, também, é o fim que teve a menina que inspirou o poema "Marília de Dirceu". Há casos divertidos, como o da Rua do Ouvidor, que em determinado momento chamou-se Sucussarará (vocês nem imaginam por quê😂). Fiquei comovida com a história de Raul Pompéia e chocada com o fim trágico de Euclides da Cunha (embora conhecesse a história do autor de Os Sertões, sempre fico chocada com o seu fim). Para mim, o mais curioso de tudo foi saber que houve um escravo que escreveu a sua autobiografia. Pena que ficou perdido no tempo. Trata-se de um livro que agradará tanto aos que já têm algum conhecimento sobre o assunto, mas querem saber um pouco mais, quanto aos que não sabem muito sobre o tema, mas querem aprender. Leitura recomendada!

História bizarra da literatura brasileira, de Marcel Verrumo - Editora Planeta

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sábado, 3 de junho de 2017

A sétima morte, de Paul Cleave - Editora Fundamento

A sétima morte, de Paul Cleave - Editora Fundamento
A sétima morte
Autor: Paul Cleave
Editora Fundamento
Ano: 2012
Número de páginas: 312
Cortesia da editora

Ao iniciarmos a leitura de A sétima morte, do autor neozelandês Paul Cleave, publicado pela Editora Fundamento, a percepção que temos é de um homem que, ao chegar em casa depois de um dia de trabalho, toma uma cerveja enquanto aguarda Ângela (que pensamos ser talvez sua esposa, talvez namorada) sair do banho. Assim que a moça aparece, e se depara com o homem, temos a primeira surpresa entre tantas que o livro nos reserva. 

Joe Middleton é um homem de pouco mais de trinta anos, que trabalha como faxineiro em uma delegacia em Christchurch, Nova Zelândia, e que todos julgam ser um portador de retardo mental. O que logo descobrimos é que todos julgam errado, pois na verdade, Joe é o serial killer da história, mais conhecido como "O Carniceiro de Christchurch". Joe não se considera um psicopata, tampouco um esquizofrênico, definindo-se como uma pessoa normal. Mas o fato é que ele mata mulheres pelo puro prazer de matar. Por trabalhar na delegacia que investiga o Carniceiro de Christchurch, consegue ter acesso a informações privilegiadas, inclusive fazendo cópias de documentos importantes relativos às investigações.

A sétima morte, de Paul Cleave - Editora FundamentoDentre as mortes atribuídas ao Carniceiro de Christchurch, há uma que foi executada por outra pessoa, que se aproveitou da ocasião em que estão todos a procura do serail killer para cometer um crime, de forma muito parecida com a do Carniceiro, e se livrar da culpa. Joe não gosta nada disso, e resolve investigar por conta própria pensando em reverter a situação e colocar a culpa de todos os seus crimes nas costas do espertalhão que tentou incriminá-lo. Dessa forma, Joe acaba por tornar-se, além de caça, também caçador. No decorrer da narrativa, o tão perigoso serial killer depara-se com Melissa, uma mulher tão perigosa quanto ele próprio, e desse encontro, Joe levará uma marca para o resto de sua vida.

Uma personagem de grande importância na narrativa é Sally, que trabalha na delegacia como chefe de manutenção. Ela tem uma imensa empatia por Joe, pelo fato dele ser (ou ela achar que ele é) retardado, pois ele a faz lembrar de seu irmão especial, que morreu com 15 anos. Sally é uma pessoa que pode ser definida como generosa, daquelas que estão sempre dispostas a ajudar as pessoas. Em sua ingenuidade, acha que conhece todas as pessoas muito bem, sobretudo Joe. Na tentativa de ajudar Joe, Sally envolve-se na história de modo a, no final, desempenhar um papel fundamental no desfecho da trama.

O livro possui um ritmo bastante acelerado. Por vezes tive a impressão de estar assistindo a um filme de ação, em outros momentos, a um drama psicológico. Trata-se de um thriller daqueles que nos deixam de cabelos em pé, morrendo de vontade de saber o que acontecerá logo a seguir. Em determinado ponto da narrativa chegamos a nos perguntar o que é realidade e o que é fantasia criada pela mente doentia de Joe. As coisas se tornam mais claras porque a história é narrada, ora em primeira pessoa, pelo próprio Joe, ora em terceira pessoa, com o foco narrativo em Sally. Isso faz com que consigamos acompanhar o que acontece no interior de Joe, tendo uma boa noção de como funciona a sua mente e, ao mesmo tempo, tenhamos uma visão de fora, de como as coisas são na realidade. Posso dizer que, para os amantes de um bom suspense, o livro é viciante, fazendo-nos lamentar quando precisamos largá-lo. Recomendo a leitura.

A sétima morte, de Paul Cleave - Editora Fundamento

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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Sejamos todos feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie - Editora Companhia das Letras

Sejamos todos feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie - Editora Companhia das LetrasSejamos todos feministas
Editora Companhia das Letras
Ano: 2014
Número de páginas: 64

Estava com esse livro para ler há algum tempo (na versão Kindle), mas por um motivo ou por outro, sempre adiava. Até que resolvi iniciar a leitura, e então, perguntei-me: por que não o li antes, por quê? Em suas aproximadamente 64 páginas, Sejamos todos feministas, da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie (nome diferente!), publicado no Brasil pela Editora Companhia da Letras, desconstrói completamente todos os estereótipos que envolvem o tema feminismo. 

Chimanda conta que se lembra de alguém ter-lhe dito que não se tornasse uma feminista, pois estas são mulheres muito infelizes. Então, ela resolveu denominar-se uma feminista feliz. Mais alguém lhe falou que o feminismo não é uma tradição entre as mulheres nigerianas, e ela resolveu que se assumira uma feminista feliz nigeriana. Ao ouvir comentarem que feministas odeiam homens, ela decidiu que seria uma feminista feliz nigeriana que não odeia homens e que usa batom, salto alto, etc. Achei muito interessante o modo bem humorado que ela usou para contrariar os esteriótipos que, muitas vezes, são usados para fazer com que as mulheres tenham medo ou constrangimento em assumir-se feministas, pois se você for uma delas, mostrará que é uma mulher infeliz, sem nenhuma vaidade, que odeia homens.

Outro ponto forte do livro foi o momento em que a autora reflete sobre a forma como somos criados. Segundo ela, os homens são criados para serem durões, o que resulta em egos frágeis, pessoas com medo de fracassar. As mulheres são criadas para cuidar do ego frágil dos homens e, portanto, não podem ser mais bem sucedidas do que eles, pois o sucesso feminino fere o orgulho dos homens, fazendo-os sentirem-se ameaçados pelas mulheres. Seguindo essa linha de raciocínio não fica muito difícil de concluir que essa sociedade machista é cruel para os homens também, pois coloca o peso do mundo em suas costas.

Embora possua apenas 64 páginas, o livro é muito rico em reflexões, e o que é melhor de tudo, sem aquele tom de revolta e de amargura que há em algumas obras do gênero. Chimamanda consegue manter até uma certa suavidade em seu texto, o que faz com que seja uma leitura muito aprazível. Além das situações acima citadas, a autora traz outros fatos por ela vividos, que nos mostram como, às vezes, o machismo está presente em situações do cotidiano que nos passam despercebidas. Recomendo essa leitura, não apenas para quem simpatiza e/ou defende a causa feminista, mas também para quem não sabe nada sobre o assunto e quer conhecer um pouco mais e, sobretudo, para os que pensam de forma diversa, pois é sempre bom saber o que pensa quem está do outro lado. Aproveito para recomendar a leitura da resenha de Hibisco roxo, da mesma autora.


Sejamos todos feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie - Editora Companhia das Letras

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terça-feira, 2 de maio de 2017

O livro de Moriarty, de Arthur Conan Doyle - Editora Companhia das Letras

O livro de Moriarty, de Arthur Conan Doyle - Editora Companhia das Letras
O livro de Moriarty
Editora Companhia das Letras - Penguin
Ano: 2017
Número de páginas: 416
Cortesia da editora

As lembranças de nossa infância estão, seguramente, entre as melhores que temos. E embora não tenha lido todas as obras de Sir Arthur Conan Doyle, O livro de Moriarty, publicado pela Editora Companhia das Letras - Penguin, trouxe-me uma suave brisa desses bons tempos. Explico: cresci ouvindo meu pai falar sobre suas tão agradáveis leituras sobre as peripécias do grande detetive Sherlock Holmes, o que me levou a realizar a leitura de alguns de seus livros, dos quais gostei muito, ainda na pré-adolescência. Agora, após relembrar um pouco daqueles bons momentos, pergunto-me: por quê não li TODAS essas histórias incríveis antes?

Para os amantes da literatura policial, Sherlocck Holmes é uma referência. Inspirou inúmeros livros do gênero, além de filmes. Sempre ao lado de seu caro amigo Watson, Holmes enfrenta, com seu cérebro genial, os piores criminosos de Londres. O pior de todos é o professor de matemática James Moriarty. O problema é que este não é o tipo de bandido que põe a mão na massa, ele apenas fica responsável pelo planejamento, pela parte intelectual do crime. Por ser um criminoso genial, Moriarty chama a atenção de Sherlock que, em certa medida, admira a sua inteligência.

O livro constitui-se de seis contos e um romance em que James Moriarty aparece direta ou indiretamente. O primeiro conto, intitulado O problema final, é o único em que há o confronto entre Sherlock Holmes e Moriarty, nos demais ele sempre tem algum tipo de envolvimento, é mencionado de alguma forma. Holmes, com sua imensa perspicácia, sabe que Moriarty está por trás da maioria dos crimes que ocorrem em Londres, porém, quando leva tal conhecimento à polícia, todos pensam tratar-se de fantasia do detetive.

Watson é o narrador oficial das histórias de Sherlock Holmes, portanto, temos sempre o seu ponto de vista, exceto no conto Sua última mesura, em que há uma primeira parte cujo narrador, em terceira pessoa, não pode ser identificado. Com uma narrativa ágil e inteligente, O livro de Moriarty é daquelas obras que nos pegam de jeito. É uma excelente pedida, tanto para os apreciadores de Sherlock Holmes, quanto para aqueles que ainda não tiveram nenhum contato com o detetive da rua Baker Street.

O livro de Moriarty, de Arthur Conan Doyle - Editora Companhia das Letras

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